CARNE VERMELHA OU PROCESSADA E RISCO DE CÂNCER COLO-RETAL

 

Um estudo publicado em 2005 na revista especializada “Journal of The National Cancer Institute (JNCI)” associou o alto consumo de carne vermelha ou processada a riscos maiores de desenvolver câncer colo-retal. Já o consumo de peixe ofereceria alguma proteção contra a doença.

 

Leia um resumo, em inglês, do estudo, no site do JNCI, aqui. Leia o estudo integral, com acesso livre, no site do JNCI, aqui. Leia um artigo sobre o estudo no site do jornal online BMJ, em inglês, aqui. Leia uma reportagem da BBC Brasil sobre este estudo, aqui.

 

Os pesquisadores acompanharam 478.040 pessoas de dez países europeus que estavam livres do câncer no início do estudo, e coletaram informações sobre sua dieta e estilo de vida. Após uma média de 4,8 anos de acompanhamento, 1.329 casos de câncer colo-retal foram documentados.

 

Neste estudo, o risco absoluto de desenvolver câncer colo-retal dentro de dez anos para pessoas de 50 anos foi de 1,71% para aqueles que consomem mais de 160 g ao dia de carne vermelha ou processada, comparado a um risco de 1,28% para os que consomem menos de 20 g ao dia.

 

Por outro lado, houve uma redução de aprox. 31% nos riscos de câncer colo-retal (1,86% versus 1,28%) nas pessoas que consumiram peixe a cada dois dias (totalizando mais de 80 g ao dia), se comparadas àquelas que consumiam peixe menos de uma vez por semana (totalizando menos de 10 g ao dia). O consumo de aves não foi significantemente associado ao risco de câncer colo-retal.

 

 

Dano ao DNA

 

Outro estudo, publicado na revista especializada “Cancer Research” em fevereiro de 2006, concluiu que o que faz uma dieta rica em carnes vermelhas aumentar os riscos de câncer é o dano causado ao DNA.

 

Após a ingestão de carnes, compostos n-nitrosos são formados no intestino grosso e se combinam ao DNA, causando modificações em sua estrutura (leia reportagem da BBC Brasil sobre este estudo, aqui).

 

 

Câncer de mama

 

Em novembro de 2006, um estudo publicado na revista especializada “Archives of Internal Medicine” concluiu que consumir carne vermelha pode quase dobrar o risco de câncer de mama em mulheres que ainda não chegaram à menopausa.

 

Três fatores podem estar envolvidos: compostos químicos causadores de câncer, como a amina heterocíclica, são encontrados na carne vermelha cozida; hormônios de crescimento são utilizados no gado em alguns países, como os EUA; o ferro contido na carne vermelha forma hemoglobinas, que aceleram o crescimento de tumores causados pelo estrogênio (leia reportagem da BBC Brasil sobre este estudo, aqui).

 

 

Novo estudo em 2007

 

Um estudo, publicado em dezembro de 2007 na revista especializada “PLoS Medicine“, concluiu que consumir grandes quantidades de carne vermelha ou processada pode aumentar os riscos de desenvolver câncer de pulmão, do intestino, de fígado e do esôfago. Os cientistas recomendam não comer mais que três bifes por semana (leia reportagem da BBC Brasil sobre o estudo, aqui)

 

Diante de tanta evidência, que tal moderar o consumo de carnes vermelhas ou processadas?

2 respostas para CARNE VERMELHA OU PROCESSADA E RISCO DE CÂNCER COLO-RETAL

  1. Pedro disse:

    Será que todos os produtores utilizam o hormônio em seu gado? Como saber da procedência da carne que comemos? Já vi um documentário que afirmava que na fazenda em que estavam filmando o produtor só utilizava ração, sem hormônios – e eram várias cabeças de gado. Espero que sim…

  2. Lauro Toledo disse:

    Com ou sem hormônio, a carne vermelha parece aumentar os riscos de câncer colo-retal.

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