FRUTAS OLEAGINOSAS PODEM REDUZIR DOENÇAS CARDIOVASCULARES

12 janeiro 2009

 

Reportagem da Folha de S.Paulo aborda estudo que concluiu que adotar uma dieta mediterrânea associada ao consumo de nozes, amêndoas e avelãs pode ser útil no gerenciamento da síndrome metabólica.

 

A síndrome metabólica traz uma “associação de fatores de risco para doenças cardiovasculares relacionados à gordura abdominal e à resistência à insulina”, de acordo com a reportagem.

 

Leia a reportagem da Folha de S.Paulo, disponível na editoria de Ciência e Saúde da Folha Online, aqui. Leia um resumo, em inglês, do estudo, no site da revista especializada “Archives of Internal Medicine”, aqui.

 

O estudo, conduzido por pesquisadores da Espanha, avaliou os efeitos de uma dieta mediterrânea associada ao consumo de 30 g ao dia de frutas oleaginosas, ou 1 litro de azeite por semana ou somente uma dieta com baixos teores de gordura (grupo de controle), todas sem restrição calórica.

 

Segundo a reportagem da Folha, a dieta mediterrânea é rica em vegetais, cereais integrais e gorduras insaturadas e pobre em laticínios, carne vermelha e doces e está associada à proteção do sistema cardiovascular, segundo vários estudos.

 

Os participantes do estudo, 1224 idosos com alto risco de doença cardiovascular, foram recrutados de um estudo anterior, chamado PREDIMED (Prevención con Dieta Mediterránea), multicêntrico e randomizado, cujo objetivo era determinar a eficácia da dieta mediterrânea na prevenção primária de doença cardiovascular.

 

A redução na prevalência dos fatores da síndrome metabólica foi de 13,7% entre os que consumiram frutas oleaginosas, comparados a 6,7% de redução entre os que receberam azeite e 2% no grupo de controle.

 

O consumo de nozes está associado ao aumento da saciedade e menor adiposidade, afimou à reportagem Jordi Salas, professor de nutrição da Universidade de Rovira e Virgili (Espanha) e líder da pesquisa.

 

“O efeito antiinflamatório dessa dieta pode estar ligado à redistribuição de gordura. Quando se substituem carboidratos de alto teor glicêmico pelas gorduras insaturadas do azeite e das nozes, os níveis de triglicérides caem e os de HDL sobem”, declarou Salas.

 

Segundo o pesquisador, as nozes são ricas em substâncias com propriedades antiinflamatórias (magnésio, fibra, arginina) e antioxidantes. O triptofano presente nas nozes é usado pelo corpo humano para produzir serotonina, e também contribui para a sensação de saciedade.

 

O baixo desempenho do grupo que seguiu uma dieta pobre em gordura poderia ser explicado pelo maior consumo de carboidratos, causando aumento nos níveis de triglicerídeos, um dos fatores da síndrome metabólica.

 

O endocrinologista Walmir Coutinho, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, declarou à Folha que o estudo “gera uma hipótese interessante, mostra que reduzir gorduras pode não ser a melhor estratégia nesse caso”.

 

A reportagem da Folha traz ainda comentários dos especialistas Heno Lopes (Instituto do Coração) e Cláudia Cozer (endocrinologista).

 

 

Leia artigo anterior deste blog sobre dieta mediterrânea:

 

DIETA MEDITERRÂNEA PODE PREVENIR O CÂNCER


POUCO AÇÚCAR NO SANGUE PODE CAUSAR ALZHEIMER

9 janeiro 2009

 

Estudo concluiu que baixos níveis de açúcar no sangue podem causar redução do fluxo sanguíneo ao cérebro. Sem energia, a produção de proteínas no cérebro fica alterada, e esta pode ser a causa da doença de Alzheimer, acreditam pesquisadores.

 

As informações são da Reuters e do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

O estudo foi conduzido pelo departamento de Biologia Celular e Molecular da “Northwestern University’s Feinberg School of Medicine”, Chicago, EUA, e publicado na revista especializada “Neuron”.

 

Leia um resumo do estudo, em inglês, no site PubMed, aqui. Leia um artigo sobre o estudo, em inglês, no site e! Science News, aqui.

 

Robert Vassar, líder do estudo, declarou em 24/12/2008 que “este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer”.

 

Segundo a reportagem da Folha Online, o “mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem ideias, memória e linguagem”.

 

A reportagem do e! Science News diz que uma lenta e crônica desnutrição do cérebro parece ser um dos principais gatilhos de um processo bioquímico que causa algumas formas de doença de Alzheimer.

 

Analisando cérebros de ratos e de humanos, o estudo descobriu que quando o cérebro não recebe quantidades suficientes de glicose a proteína-chave elF2alfa é alterada.

 

Esta, por sua vez, aumenta a produção de uma enzima que ativa a produção dos depósitos pegajosos de proteína, que parecem ser a causa do Alzheimer.

 

Segundo a reportagem da Folha Online, os pesquisadores procuram desenvolver drogas que removam a substância beta-amiloide, que se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios.

 

Outro objetivo seria eliminar “substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais)”.

 

Agora cogita-se também o desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alfa, e também das placas beta-amiloides, declarou Vassar.

 

 

Leia artigos anteriores deste blog sobre doença de Alzheimer:

 

RISCO DE ALZHEIMER PODE SER MAIOR COM JUNK FOOD

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

 

ASPIRINA PODE PREVENIR DOENÇA DE ALZHEIMER

 


OLHOS TAMBÉM PRECISAM DE PROTEÇÃO SOLAR

8 janeiro 2009

 

A maioria dos brasileiros não se protege adequadamente contra os raios solares, o que aumenta os riscos de catarata e doença macular relacionada à idade. As informações são de reportagem publicada no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

Segundo a reportagem, o instituto Penido Burnier fez um levantamento com 223 pacientes com mais de 50 anos de idade e descobriu que 57,6% deles não sabiam dos malefícios causados pela exposição dos olhos ao sol sem proteção adequada.

 

Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista e autor do estudo, afirmou à reportagem que 30% de um grupo de 834 remadores norte-americanos que não protegeram os olhos do sol tiveram diagnóstico de catarata aos 50 anos de idade.

 

Há indícios de que o dano provocado aos olhos acontece depois da exposição cumulativa aos raios solares, segundo Neto. Na catarata, o sol deixa o cristalino dos olhos opaco e turvo, dificultando a visão e até mesmo levando à cegueira.

 

A mácula, por outro lado, é responsável por 80% da visão. Sua degeneração causada pelo sol afeta a visão para imagens distantes e próximas e “é considerada a principal causa de cegueira não-reversível do mundo”, segundo a reportagem.

 

 

Proteja os olhos

 

Especialistas recomendam o uso diário de óculos com proteção solar. A proteção dos olhos deve ser uma rotina, assim como proteger a pele com protetor solar.

 

Mesmo óculos comuns podem ter proteção contra raios UV. Segundo Queiroz Neto, “o filtro que protege os olhos da luz solar é uma película incolor, que não muda a cor da lente dos óculos”.

 

Um bom filtro UV nos óculos escuros é fundamental. Evite comprar óculos de procedência desconhecida, de fabricação clandestina, pois não há garantia de proteção.

 

O oftalmologista Renato Ambrósio Junior explica que usar óculos escuros sem filtro UV é ainda mais prejudicial. “Ela está mais exposta aos danos dos raios ultravioletas porque o escuro faz a pupila dilatar naturalmente”, disse.

 

Já as pessoas que não quiserem usar óculos escuros podem se proteger com bonés ou viseiras, que criam uma barreira física contra o sol.

 

 

Crianças também devem usar óculos protetores

 

Reportagem publicada na Folhinha, suplemento da Folha de S.Paulo direcionado ao público infantil, afirma que crianças também devem utilizar óculos com proteção solar.

 

Segundo a reportagem da Folhinha, oftalmologistas recomendam o uso de óculos escuros com bloqueio de ao menos 90% dos raios ultravioleta (UV).

 

A reportagem (que pode ser lida aqui, aqui e aqui, somente para assinantes da Folha ou do UOL) afirma que é preciso cuidado na hora de comprar óculos escuros.

 

“Os óculos vendidos em camelô não contêm proteção. A proteção encarece as lentes, que não poderiam ser vendidas pelos preços dos ambulantes”, afirma Marcelo Luís Occhiutto, oftalmologista e cirurgião do Hospital Santa Catarina, à reportagem da Folhinha.

 

Recomenda-se comprar óculos escuros que ofereçam no mínimo 90% de proteção contra os raios UVA e UVB. Segundo a reportagem, as melhores óticas possuem um aparelho de pode medir o grau de bloqueio dos óculos contra os raios UV.


SAIBA MAIS SOBRE PROTEÇÃO SOLAR E BRONZEAMENTO

19 dezembro 2008

 

A dermatologista Ligia Kogos esclarece dúvidas sobre bronzeamento e proteção solar. As informações são de artigo publicado pelo suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ver o artigo.

 

Segundo Kogos, deve-se passar protetor solar meia hora antes da exposição ao sol, para aumentar a eficácia do produto, de preferência sem biquíni ou maiô, para não esquecer áreas da pele junto à roupa de banho.

 

Segundo a dermatologista, as pessoas neglicenciam o uso do protetor solar em áreas como as costas, o dorso dos pés, o pescoço e a região em torno das axilas.

 

Aplique o protetor solar como se fosse um hidratante, espalhando-o de forma homogênea. Kogos explica que se gasta em torno de 5 g do produto para cobrir o corpo todo.

 

A reaplicação do produto depende do grau de atividade física. Pessoas que praticam esportes e entram no mar devem reaplicar o produto duas vezes, se ficarem por volta de quatro horas na praia, com sol intenso.

 

Em dias de sol mais ameno, e com pouca atividade física, pessoas devem reaplicar o protetor solar apenas em regiões como rosto, ombros e colo.

 

A dermatologista segue dizendo que todas as apresentações de protetor solar (creme, gel, loção e outros) apresentam grande eficácia, mas que “produtos mais encorpados podem ter mais resistência à água e à transpiração, necessitando menos de retoques”.

 

Pessoas com queimaduras solares devem evitar banhos muito quentes ou muito frios, e utilizar hidratantes com uréia, lactatos, silicones ou dimeticones, óleos de avelã, macadâmia ou germe de trigo. Loções corporais pós-sol também são indicadas.

 

Para os casos de queimaduras graves, existem tratamentos que regeneram a pele, com produtos e equipamentos em hidratações profundas, e luzes calmantes e antiinflamatórias de equipamentos como o Multiwaves.

 

A dermatologista segue dizendo que o sol na praia é mais perigoso, pois a areia reflete a radiação solar. A brisa do mar atenua a sensação de calor, mas o sol continua a queimar a pele. Por fim, há o risco de adormecer tomando sol, e acordar com graves queimaduras solares.

 

 

Leia artigos anteriores deste blog sobre proteção solar e câncer de pele:

 

TATUAGEM E CÂNCER DE PELE

 

PROTEÇÃO SOLAR E VITAMINA D

 

CUIDADOS COM A PELE E OS CABELOS NO INVERNO

 

SOL CAUSA ENVELHECIMENTO PRECOCE DA PELE

 

TOMATE PROTEGE CONTRA RAIOS UV

 

CÂNCER DE PELE PREOCUPA ESPECIALISTAS


RESTRIÇÃO CALÓRICA AUMENTA LONGEVIDADE

17 dezembro 2008

 

Cientistas japoneses concluíram que “comer pouco é a maneira mais eficaz de ter uma vida mais longa”. As informações são da agência de notícias Efe, de Londres. O estudo científico foi conduzido pela Universidade de Kyoto, no Japão, e publicado pela revista especializada “Nature”.

 

Clique aqui para ver a reportagem da Efe, publicada no suplemento de Ciência do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler um resumo do estudo científico, em inglês, no site da “Nature”.

 

Segundo o resumo, estudos anteriores mostraram que dois regimes de restrição calórica (jejum intermitente e restrição calórica crônica) implicavam extensão do tempo de vida e redução de problemas de saúde relacionados à idade, em mamíferos.

 

Os pesquisadores japoneses avaliaram o papel da enzima RHEB-1 no prolongamento da vida, e as alterações da enzima causadas pelo comportamento alimentar do Caenorhabditis elegans, uma espécie de verme da terra. O princípio pode ser aplicado a mamíferos, como o ser humano.

 

Segundo a reportagem da Efe, vermes que ficavam sem alimentação por dois dias tiveram a vida prolongada em aproximadamente 50%, maior resistência ao estresse oxidativo e menos sintomas de declínio físico relacionado ao envelhecimento, se comparados a vermes que podiam comer à vontade.

 

Este período sem alimentação é chamado de jejum intermitente (JI). Segundo o resumo da “Nature”, o JI conseguiu aumentar a longevidade mesmo quando havia pouca ou nenhuma restrição calórica crônica.

 

No entanto, os mecanismos moleculares por trás da longevidade induzida pelo JI permanecem amplamente desconhecidos.

 

 

Leia mais neste blog sobre longevidade:

 

FELICIDADE, SAÚDE E LONGEVIDADE

EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

 


TATUAGEM E CÂNCER DE PELE

10 dezembro 2008

Em resposta à sugestão de um leitor, este blog investigou a possibilidade de tatuagens causarem câncer de pele. Leia os resultados da pesquisa, a seguir.

Lisa Fayed, do site revisado por junta médica about.com, escreveu que não há evidências que suportem a idéia, mas que tatuagens escuras podem tornar difícil a detecção de pintas cancerosas, como o melanoma.

Clique aqui para ver a página. Fayed conclui dizendo que pessoas que fazem tatuagem (como todo mundo, na verdade) precisam examinar sua pele mensalmente em busca de alterações. A fonte foi o Health Services da Universidade de Columbia, EUA.

O site goaskalice (pergunte à alice, em tradução livre) responde à seguinte pergunta: O que é usado na tinta da tatuagem? Isso pode causar câncer ou qualquer outro problema de saúde? Clique aqui para ver o site.

A resposta é que a tinta de tatuagens é feita de pigmentos derivados de uma variedade de metais, que produzem as cores. A preocupação com os efeitos na saúde não é desprezível.

Segundo o site, não há registro de câncer causado por tatuagens ou tinta de tatuagem na literatura médica, mas há relatos de reações alérgicas, em especial às cores vermelha e amarela.

Existe ainda uma reação não imune rara a alguns dos pigmentos. O site também fala que a coloração escura de tatuagens dificulta a identificação de pintas como o melanoma. E alerta para o risco de usar agulhas contaminadas, ou más condições de higiene no local da aplicação da tatuagem.

Um artigo publicado no “Dermatology Online Journal” diz que foram descritas reações ao pigmento de tatuagens. As reações incluem hipersensibilidade alérgica inflamatória aguda, e alguns tipos de reações histopatológicas granulomatosas, liquenóides ou pseudolinfomatosas.

Clique aqui para ver o artigo.

O artigo também fala que não há evidência de ligação entre tatuagem e câncer de pele, e que tatuagens escuras podem dificultar o diagnóstico precoce do câncer de pele.

O artigo traz fotos de melanoma crescendo dentro da tatuagem de antebraço. Dá referência a teorias que foram postuladas para implicar efeitos carcinogênicos da tinta da tatuagem ou do trauma associado à tatuagem.

Reações adversas à tatuagem

Outros sites abordam as reações adversas e alérgicas causadas pela tatuagem.

O site Dermnetnz fala em reações inflamatórias agudas, eczematosas de hipersensibilidade, agravadas pela exposição à luz, granulomatosas, liquenóides e pseudolinfomatosas.

As reações inflamatórias agudas seriam uma resposta do organismo às picadas com agulhas impregnadas com pigmentos preparados de sais de metais. A vermelhidão e o inchaço seriam efeitos adversos transitórios do processo de tatuagem e desapareceriam em duas a três semanas.

Já as infecções de pele não seriam comuns em tatuagens, mas a transmissão de sífilis, hanseníase, hepatite e HIV foram relatadas.

As reações eczematosas de hipersensibilidade mais comuns aos pigmentos seriam dermatite alérgica de contato e dermatite fotoalérgica. Elas aparecem como erupção cutânea inflamada e às vezes pode ser escamosa e floculada (dermatite esfoliante).

Tatuagens na cor vermelha causariam a maior parte dessas reações, particularmente se feitas à base de sulfeto de mercúrio. Sensibilidade aos pigmentos preto, azul e verde seriam menos comuns.

O site traz a composição de algumas tintas de tatuagem. Pigmentos amarelos seriam responsáveis pela maioria das reações agravadas pela espoxição à luz, com inchaço e vermelhidão ao redor da tatuagem.

Pigmentos vermelhos, seguidos de verde, azul e púrpura causariam reações nas células chamadas de granulomas, com o aparecimento de calombos vermelhos no local da tatuagem, feitos de células epitelóides, linfócitos e células gigantes.

As reações liquenóides seriam menos comuns. Os sintomas são semelhantes aos causados pelo lichen planus, e costumam se restringir às partes avermelhadas da tatuagem.

O site fala ainda sobre a remoção de tatuagens, feita frequentemente com Q-switched lasers. Seriam necessárias de cinco a doze sessões, e nem sempre é possível remover a tatuagem completamente.

Os pigmentos branco e amarelo seriam os mais difíceis de remover. A remoção de tatuagens pode causar as seguintes complicações: cicatrizes; mudanças indesejadas de cor, incluindo escurecimento da tatuagem; dispersão de reações alérgicas a medida que os grânulos da tatuagem se espalham pelo corpo.

FDA, luz solar e tatuagens

Uma página do site da FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regulamenta drogas e alimentos, dizia, em 2002, que a FDA estava estudando se a combinação de sol e ingredientes usados em tintas de tatuagem poderia ser ligada a efeitos tóxicos ou câncer.

Segundo a página, a luz solar reduz a elasticidade da pele, levando ao envelhecimento precoce na forma do aparecimento de rugas. As pessoas não saberiam o perigo do bronzeamento, que seria uma adaptação da pele aos raios prejudiciais ultravioleta (UV).

O bronzeamento acontece quando a pele produz pigmentos para se proteger do sol. A consequência mais séria da queimadura solar: o câncer de pele, cujos efeitos são retardados e demoram anos a aparecer.

Segundo o secretário para o Health and Human Services, Tommy G. Thompson, apenas algumas queimaduras solares sérias podem aumentar o risco de alguém contrair câncer de pele.

Médicos estão preocupados com o câncer de pele. O número de pessoas com melanoma cresce 3% ao ano, nos EUA. As estatísticas indicam que uma a cada sete pessoas vai desenvolver alguma forma de câncer de pele durante sua vida.

Dermatologistas acreditam que pode haver uma ligação entre queimaduras solares na infância e o aparecimento posterior de melanoma. Linda L. Lutz, M.D., professora assistente de dermatologia na Universidade de Maryland, Baltimore, diz que “a maior parte do dano solar que recebemos se deu antes dos vinte anos de idade. É o efeito acumulativo da exposição solar que causa problemas”.

Para prevenir o câncer de pele, a FDA recomenda:
– usar roupas, chapéus e óculos escuros para proteger a pele;
– usar um protetor solar eficaz contra as radiações UVA e UVB, com FPS (fator de proteção solar) mínimo de 15;
– limitar a exposição ao sol entre 10h e 16h; procurar sombras, especialmente ao redor do meio-dia.

Enquanto que a relação entre exposição solar e câncer de pele está bem estabelecida, a tinta das tatuagens está sendo alvo de estudos, e estudos futuros serão conduzidos para determinar se a associação com a exposição aos raios ultravioleta induz toxicidade e câncer, em animais de laboratório.

Outro site diz que a FDA lançou uma investigação sobre os pigmentos contidos na tinta de tatuagens, e suas consequências potenciais na saúde. A investigação, que vai demorar vários anos, inclui saber como os pigmentos são quebrados dentro do corpo, se eles apresentam riscos a longo termo e se algumas substâncias trariam mais riscos que outras.

A investigação teria sido motivada por relatos de efeitos adversos causados à pele por tintas de tatuagem, a crescente popularidade da tatuagem entre os americanos e preocupações da comunidade científica.

Um dos produtos utilizados em tintas de tatuagem é o timerosal, um composto orgânico feito do mercúrio. A preocupação é que o mercúrio é uma neurotoxina, com efeitos graves em gestantes, recém-nascidos e crianças. O timerosal foi removido de todas as vacinas, recomendadas para crianças pequenas, com exceção de algumas vacinas contra a gripe.

O site medicinenet diz que a FDA deixou a regulamentação sobre tintas de tatuagens para leis locais, nos Estados americanos, mas veio a público com um alerta. Clique aqui para ver a página do site.

A FDA estaria preocupada com a qualidade dos pigmentos utilizados, pois alguns não seriam apropriados ao contato com a pele, e sim para uso industrial. A agência também alertou para os efeitos adversos, como infecções, reações alérgicas, granulomas e quelóides, sem falar da dificuldade de remover as tatuagens.

Estudos clínicos

Um estudo apontou que pigmentos de tatuagem em nódulos linfáticos representam um desafio clínico. Leia o resumo do estudo, em inglês, aqui.

Se a tatuagem estiver presente na área do melanoma primário, os nódulos linfáticos provavelmente irão conter pigmento, e servião de depósito para depósitos metastáticos do melanoma. Foi descrito um caso de um senhor idoso com tatuagem nas proximidades de um melanoma.

Um nódulo linfático com cor escurecida foi localizado, o que levantou a suspeita de metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do corpo). Um exame histológico identificou apenas macrófagos pigmentados, sem melanoma metastático maligno. O estudo sugeriu análise histológica de um nódulo pigmentado aumentado antes de realizar cirurgia de intervenção drástica.

Outro estudo chegou a conclusão semelhante: pigmentos de tatuagem podem migrar aos nódulos linfáticos regionais.

Em indivíduos que desenvolveram melanoma e possuem tatuagens, o pigmento pode mimetizar (imitar) doença metastática. Os autores também recomendam análise histológica antes de decisões adicionais de tratamento.

Um estudo foi o único a fazer referência a tumores como complicações de uma tatuagem.

O estudo apresentou as conclusões de pesquisa clínica e revisão da literatura médica disponível, com relação aos principais problemas causados pela tatuagem, incluindo complicações clínicas. Os resultados mostraram doenças infecciosas, muitas reações alérgicas, granulomas e tumores.

Conclusão

Muitas pessoas fazem tatuagens sem problemas, mas o risco de complicações existe.

As fontes pesquisadas (exceto uma) não fizeram uma conexão entre tatuagem e câncer de pele. Mais pesquisas são necessárias, e o assunto está sendo investigado pela FDA.

No entanto, é consenso que a tatuagem de cor escura pode dificultar a identificação precoce de pintas que podem ser câncer de pele. Os pigmentos da tatuagem também pode se infiltrar em nódulos linfáticos, levantando a falsa suspeita de metástase.

As tatuagens podem apresentar uma série de efeitos adversos, incluindo reações alérgicas e doenças infecciosas. A sua remoção é difícil e nem sempre é possível completamente, podendo ainda causar complicações clínicas.


SAIBA MAIS SOBRE INFECÇÕES POR HPV

9 dezembro 2008

 

Verrugas nos órgãos genitais são o principal sintoma das infecções causadas pelo vírus HPV (papiloma vírus humano), que também pode causar “manchas ou caroços, coceira, corrimento e dor ou sangramento durante a relação sexual”.

 

As informações são de reportagem da Revista da Hora, disponível no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

As principais vítimas do HPV são as mulheres. Nelas o vírus pode causar câncer do colo do útero. O contágio se dá quase exclusivamente por via sexual, por contato com a pele infectada, e causa lesões na vagina, na vulva, no colo do útero, no pênis e no ânus.

 

A boa notícia é que apenas a minoria das mulheres infectadas pelo HPV desenvolve câncer do colo do útero. A maioria das infecções por HPV transcorre sem sintomas e regride espontaneamente.

 

Outra boa notícia é que câncer do colo apresenta até 100% de cura, quando diagnosticado e tratado na fase inicial. O pré-exame que identifica o câncer do colo do útero chama-se Papanicolaou. Leia artigo anterior deste blog, sobre o exame, aqui.

 

Após a confirmação preliminar do diagnóstico, pode-se efetuar uma colposcopia, “um exame que amplia a visão da área afetada em cerca de 40 vezes. Assim, fica mais fácil identificar as alterações detectadas pelo papanicolaou”, revela a reportagem.

 

Por outro lado, uma biópsia analisa um pequeno pedaço de tecido da área afetada. O teste mais moderno disponível atualmente seria a captura híbrida, que detecta DNA do HPV e pode identificar a presença do vírus mesmo antes da manifestação de sintoma.

 

A reportagem fala da possibilidade de o vírus ficar incubado numa pessoa por até vinte anos, os tipos de vírus (são mais de cem) e aqueles que estão relacionados a tumores malignos.

 

Também fala das vacinas que foram desenvolvidas para evitar o contágio, e que não há evidência suficiente da eficácia dessas vacinas para evitar o câncer do colo do útero. Leia sobre vacina, neste blog, aqui.

 

Por fim, a reportagem aborda as opções de tratamento:

– aplicação de ácidos ou pomadas quimioterápicas para destruir as feridas;

– cauterização elétrica ou a laser

– remoção do tecido afetado, por meio de cirurgia

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre HPV:

 

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