TATUAGEM E CÂNCER DE PELE

10 Dezembro 2008

Em resposta à sugestão de um leitor, este blog investigou a possibilidade de tatuagens causarem câncer de pele. Leia os resultados da pesquisa, a seguir.

Lisa Fayed, do site revisado por junta médica about.com, escreveu que não há evidências que suportem a idéia, mas que tatuagens escuras podem tornar difícil a detecção de pintas cancerosas, como o melanoma.

Clique aqui para ver a página. Fayed conclui dizendo que pessoas que fazem tatuagem (como todo mundo, na verdade) precisam examinar sua pele mensalmente em busca de alterações. A fonte foi o Health Services da Universidade de Columbia, EUA.

O site goaskalice (pergunte à alice, em tradução livre) responde à seguinte pergunta: O que é usado na tinta da tatuagem? Isso pode causar câncer ou qualquer outro problema de saúde? Clique aqui para ver o site.

A resposta é que a tinta de tatuagens é feita de pigmentos derivados de uma variedade de metais, que produzem as cores. A preocupação com os efeitos na saúde não é desprezível.

Segundo o site, não há registro de câncer causado por tatuagens ou tinta de tatuagem na literatura médica, mas há relatos de reações alérgicas, em especial às cores vermelha e amarela.

Existe ainda uma reação não imune rara a alguns dos pigmentos. O site também fala que a coloração escura de tatuagens dificulta a identificação de pintas como o melanoma. E alerta para o risco de usar agulhas contaminadas, ou más condições de higiene no local da aplicação da tatuagem.

Um artigo publicado no “Dermatology Online Journal” diz que foram descritas reações ao pigmento de tatuagens. As reações incluem hipersensibilidade alérgica inflamatória aguda, e alguns tipos de reações histopatológicas granulomatosas, liquenóides ou pseudolinfomatosas.

Clique aqui para ver o artigo.

O artigo também fala que não há evidência de ligação entre tatuagem e câncer de pele, e que tatuagens escuras podem dificultar o diagnóstico precoce do câncer de pele.

O artigo traz fotos de melanoma crescendo dentro da tatuagem de antebraço. Dá referência a teorias que foram postuladas para implicar efeitos carcinogênicos da tinta da tatuagem ou do trauma associado à tatuagem.

Reações adversas à tatuagem

Outros sites abordam as reações adversas e alérgicas causadas pela tatuagem.

O site Dermnetnz fala em reações inflamatórias agudas, eczematosas de hipersensibilidade, agravadas pela exposição à luz, granulomatosas, liquenóides e pseudolinfomatosas.

As reações inflamatórias agudas seriam uma resposta do organismo às picadas com agulhas impregnadas com pigmentos preparados de sais de metais. A vermelhidão e o inchaço seriam efeitos adversos transitórios do processo de tatuagem e desapareceriam em duas a três semanas.

Já as infecções de pele não seriam comuns em tatuagens, mas a transmissão de sífilis, hanseníase, hepatite e HIV foram relatadas.

As reações eczematosas de hipersensibilidade mais comuns aos pigmentos seriam dermatite alérgica de contato e dermatite fotoalérgica. Elas aparecem como erupção cutânea inflamada e às vezes pode ser escamosa e floculada (dermatite esfoliante).

Tatuagens na cor vermelha causariam a maior parte dessas reações, particularmente se feitas à base de sulfeto de mercúrio. Sensibilidade aos pigmentos preto, azul e verde seriam menos comuns.

O site traz a composição de algumas tintas de tatuagem. Pigmentos amarelos seriam responsáveis pela maioria das reações agravadas pela espoxição à luz, com inchaço e vermelhidão ao redor da tatuagem.

Pigmentos vermelhos, seguidos de verde, azul e púrpura causariam reações nas células chamadas de granulomas, com o aparecimento de calombos vermelhos no local da tatuagem, feitos de células epitelóides, linfócitos e células gigantes.

As reações liquenóides seriam menos comuns. Os sintomas são semelhantes aos causados pelo lichen planus, e costumam se restringir às partes avermelhadas da tatuagem.

O site fala ainda sobre a remoção de tatuagens, feita frequentemente com Q-switched lasers. Seriam necessárias de cinco a doze sessões, e nem sempre é possível remover a tatuagem completamente.

Os pigmentos branco e amarelo seriam os mais difíceis de remover. A remoção de tatuagens pode causar as seguintes complicações: cicatrizes; mudanças indesejadas de cor, incluindo escurecimento da tatuagem; dispersão de reações alérgicas a medida que os grânulos da tatuagem se espalham pelo corpo.

FDA, luz solar e tatuagens

Uma página do site da FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regulamenta drogas e alimentos, dizia, em 2002, que a FDA estava estudando se a combinação de sol e ingredientes usados em tintas de tatuagem poderia ser ligada a efeitos tóxicos ou câncer.

Segundo a página, a luz solar reduz a elasticidade da pele, levando ao envelhecimento precoce na forma do aparecimento de rugas. As pessoas não saberiam o perigo do bronzeamento, que seria uma adaptação da pele aos raios prejudiciais ultravioleta (UV).

O bronzeamento acontece quando a pele produz pigmentos para se proteger do sol. A consequência mais séria da queimadura solar: o câncer de pele, cujos efeitos são retardados e demoram anos a aparecer.

Segundo o secretário para o Health and Human Services, Tommy G. Thompson, apenas algumas queimaduras solares sérias podem aumentar o risco de alguém contrair câncer de pele.

Médicos estão preocupados com o câncer de pele. O número de pessoas com melanoma cresce 3% ao ano, nos EUA. As estatísticas indicam que uma a cada sete pessoas vai desenvolver alguma forma de câncer de pele durante sua vida.

Dermatologistas acreditam que pode haver uma ligação entre queimaduras solares na infância e o aparecimento posterior de melanoma. Linda L. Lutz, M.D., professora assistente de dermatologia na Universidade de Maryland, Baltimore, diz que “a maior parte do dano solar que recebemos se deu antes dos vinte anos de idade. É o efeito acumulativo da exposição solar que causa problemas”.

Para prevenir o câncer de pele, a FDA recomenda:
- usar roupas, chapéus e óculos escuros para proteger a pele;
- usar um protetor solar eficaz contra as radiações UVA e UVB, com FPS (fator de proteção solar) mínimo de 15;
- limitar a exposição ao sol entre 10h e 16h; procurar sombras, especialmente ao redor do meio-dia.

Enquanto que a relação entre exposição solar e câncer de pele está bem estabelecida, a tinta das tatuagens está sendo alvo de estudos, e estudos futuros serão conduzidos para determinar se a associação com a exposição aos raios ultravioleta induz toxicidade e câncer, em animais de laboratório.

Outro site diz que a FDA lançou uma investigação sobre os pigmentos contidos na tinta de tatuagens, e suas consequências potenciais na saúde. A investigação, que vai demorar vários anos, inclui saber como os pigmentos são quebrados dentro do corpo, se eles apresentam riscos a longo termo e se algumas substâncias trariam mais riscos que outras.

A investigação teria sido motivada por relatos de efeitos adversos causados à pele por tintas de tatuagem, a crescente popularidade da tatuagem entre os americanos e preocupações da comunidade científica.

Um dos produtos utilizados em tintas de tatuagem é o timerosal, um composto orgânico feito do mercúrio. A preocupação é que o mercúrio é uma neurotoxina, com efeitos graves em gestantes, recém-nascidos e crianças. O timerosal foi removido de todas as vacinas, recomendadas para crianças pequenas, com exceção de algumas vacinas contra a gripe.

O site medicinenet diz que a FDA deixou a regulamentação sobre tintas de tatuagens para leis locais, nos Estados americanos, mas veio a público com um alerta. Clique aqui para ver a página do site.

A FDA estaria preocupada com a qualidade dos pigmentos utilizados, pois alguns não seriam apropriados ao contato com a pele, e sim para uso industrial. A agência também alertou para os efeitos adversos, como infecções, reações alérgicas, granulomas e quelóides, sem falar da dificuldade de remover as tatuagens.

Estudos clínicos

Um estudo apontou que pigmentos de tatuagem em nódulos linfáticos representam um desafio clínico. Leia o resumo do estudo, em inglês, aqui.

Se a tatuagem estiver presente na área do melanoma primário, os nódulos linfáticos provavelmente irão conter pigmento, e servião de depósito para depósitos metastáticos do melanoma. Foi descrito um caso de um senhor idoso com tatuagem nas proximidades de um melanoma.

Um nódulo linfático com cor escurecida foi localizado, o que levantou a suspeita de metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do corpo). Um exame histológico identificou apenas macrófagos pigmentados, sem melanoma metastático maligno. O estudo sugeriu análise histológica de um nódulo pigmentado aumentado antes de realizar cirurgia de intervenção drástica.

Outro estudo chegou a conclusão semelhante: pigmentos de tatuagem podem migrar aos nódulos linfáticos regionais.

Em indivíduos que desenvolveram melanoma e possuem tatuagens, o pigmento pode mimetizar (imitar) doença metastática. Os autores também recomendam análise histológica antes de decisões adicionais de tratamento.

Um estudo foi o único a fazer referência a tumores como complicações de uma tatuagem.

O estudo apresentou as conclusões de pesquisa clínica e revisão da literatura médica disponível, com relação aos principais problemas causados pela tatuagem, incluindo complicações clínicas. Os resultados mostraram doenças infecciosas, muitas reações alérgicas, granulomas e tumores.

Conclusão

Muitas pessoas fazem tatuagens sem problemas, mas o risco de complicações existe.

As fontes pesquisadas (exceto uma) não fizeram uma conexão entre tatuagem e câncer de pele. Mais pesquisas são necessárias, e o assunto está sendo investigado pela FDA.

No entanto, é consenso que a tatuagem de cor escura pode dificultar a identificação precoce de pintas que podem ser câncer de pele. Os pigmentos da tatuagem também pode se infiltrar em nódulos linfáticos, levantando a falsa suspeita de metástase.

As tatuagens podem apresentar uma série de efeitos adversos, incluindo reações alérgicas e doenças infecciosas. A sua remoção é difícil e nem sempre é possível completamente, podendo ainda causar complicações clínicas.


SAIBA MAIS SOBRE INFECÇÕES POR HPV

9 Dezembro 2008

 

Verrugas nos órgãos genitais são o principal sintoma das infecções causadas pelo vírus HPV (papiloma vírus humano), que também pode causar “manchas ou caroços, coceira, corrimento e dor ou sangramento durante a relação sexual”.

 

As informações são de reportagem da Revista da Hora, disponível no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

As principais vítimas do HPV são as mulheres. Nelas o vírus pode causar câncer do colo do útero. O contágio se dá quase exclusivamente por via sexual, por contato com a pele infectada, e causa lesões na vagina, na vulva, no colo do útero, no pênis e no ânus.

 

A boa notícia é que apenas a minoria das mulheres infectadas pelo HPV desenvolve câncer do colo do útero. A maioria das infecções por HPV transcorre sem sintomas e regride espontaneamente.

 

Outra boa notícia é que câncer do colo apresenta até 100% de cura, quando diagnosticado e tratado na fase inicial. O pré-exame que identifica o câncer do colo do útero chama-se Papanicolaou. Leia artigo anterior deste blog, sobre o exame, aqui.

 

Após a confirmação preliminar do diagnóstico, pode-se efetuar uma colposcopia, “um exame que amplia a visão da área afetada em cerca de 40 vezes. Assim, fica mais fácil identificar as alterações detectadas pelo papanicolaou”, revela a reportagem.

 

Por outro lado, uma biópsia analisa um pequeno pedaço de tecido da área afetada. O teste mais moderno disponível atualmente seria a captura híbrida, que detecta DNA do HPV e pode identificar a presença do vírus mesmo antes da manifestação de sintoma.

 

A reportagem fala da possibilidade de o vírus ficar incubado numa pessoa por até vinte anos, os tipos de vírus (são mais de cem) e aqueles que estão relacionados a tumores malignos.

 

Também fala das vacinas que foram desenvolvidas para evitar o contágio, e que não há evidência suficiente da eficácia dessas vacinas para evitar o câncer do colo do útero. Leia sobre vacina, neste blog, aqui.

 

Por fim, a reportagem aborda as opções de tratamento:

- aplicação de ácidos ou pomadas quimioterápicas para destruir as feridas;

- cauterização elétrica ou a laser

- remoção do tecido afetado, por meio de cirurgia

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre HPV:

 

HPV PODE CAUSAR CÂNCER TAMBÉM EM HOMENS

 

SAIBA MAIS SOBRE A LASERTERAPIA

 

PESQUISADORES DO HPV E HIV LEVAM PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA 2008

 

LASERTERAPIA PODE TRATAR LESÕES DO HPV, DIZ BLOG

 

SAIBA MAIS SOBRE O EXAME DE PAPANICOLAOU

 

ANVISA APROVA NOVA VACINA CONTRA HPV

 

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: AÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

HPV CAUSA CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 


RISCO DE ALZHEIMER PODE SER MAIOR COM JUNK FOOD

1 Dezembro 2008

 

Uma dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol, característica de alimentos do tipo ‘fast food’, desenvolveu alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares da doença de Alzheimer, e pode elevar os riscos de desenvolver a doença.

 

É o que sugeriu um estudo pré-clínico sueco, que alimentou ratos por nove meses com junk food e avaliou as alterações cerebrais. As informações são de reportagem da BBC Brasil. Leia a reportagem aqui.

 

A reportagem da BBC Brasil foi reproduzida pelos portais de notícias Terra, Uol Ciência e Saúde e Último Segundo. Leia uma reportagem sobre o estudo, em inglês, no periódico digital Science Daily, aqui.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, e atinge em torno de 90 mil pessoas na Suécia, atualmente.

 

As causas da doença não são plenamente compreendidas, mas há alguns riscos conhecidos. O mais comum seria a apoE4, uma variação de um gene que controla a produção da apoliproteína E, responsável pelo transporte de colesterol, encontrada em 15% a 20% da população.

 

No estudo sueco, ratos foram geneticamente modificados para mimetizar os efeitos da apoE4 em humanos, e então alimentados por nove meses com a dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol.

 

Exames subsequentes no cérebro dos ratos constataram alterações semelhantes às encontradas no cérebro de pacientes humanos com doença de Alzheimer.

 

Houve aumento nos grupos de fosfato ligados à “Tau”, uma substância que forma os emaranhados neurofibrilares observados em pacientes de Alzheimer. Esses emaranhados prejudicam o funcionamento normal das células e eventualmente as leva à morte.

 

O colesterol dos alimentos, por sua vez, poderia reduzir os níveis de “Arc”, outra substância cerebral, envolvida no armazenamento da memória.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, pesquisas anteriores haviam demonstrado que o estresse oxidativo no cérebro e um consumo relativamente baixo de antioxidantes também podem aumentar os riscos de Alzheimer.

 

O novo estudo sueco mostrou que dois antioxidantes estavam inativos no cérebro de pacientes com Alzheimer, o que poderia levar à morte de células.

 

Susanne Akterin, autora do estudo e pós-graduanda no Alzheimer’s Disease Research Center, do Karolinska Institute, declarou à reportagem do Science Daily: “Nós agora suspeitamos que um alto consumo de gorduras e colesterol, em combinação a fatores genéticos, como a apoE4, podem adversamente afetar várias substâncias cerebrais, o que pode ser um fator contribuinte no desenvolvimento da doença de Alzheimer”.

 

A pesquisadora concluiu dizendo que, considerando as informações obtidas, “os resultados dão alguma indicação sobre como prevenir a doença de Alzheimer, mas mais pesquisas neste campo devem ser realizadas, antes que conselhos adequados possam ser dados ao público”.

 

 

Saiba mais sobre a doença de Alzheimer

 

O site “National Institute on Aging” traz um texto, em inglês, sobre a doença de Alzheimer. O texto é chamado de easy-to-read, ou seja, fácil de ler. É um texto voltado para o público leigo, de fácil compreensão.

 

O texto fala o que é a doença, quantos americanos têm Alzheimer, qual é a expectativa de vida de pessoas com a doença, o que é demência e impedimento cognitivo suave.

 

O site traz um vídeo de dois minutos que mostra a evolução da doença e seus efeitos no cérebro, e também uma série de links para outros textos sobre Alzheimer, incluindo textos em espanhol.

 

Clique aqui para ver o site.

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre doença de Alzheimer:

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

 

ASPIRINA PODE PREVENIR DOENÇA DE ALZHEIMER

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre junk food:

 

GESTANTE QUE INGERE MUITA GORDURA TRANS PODE PREJUDICAR SAÚDE DO BEBÊ

 

DIETA AOS TRÊS ANOS AFETA DESEMPENHO ESCOLAR DE CRIANÇAS

 

JUNK FOOD EM GESTANTES PODE PREJUDICAR SAÚDE DA CRIANÇA


GRÃOS INTEGRAIS PREVINEM E TRATAM O DIABETES DO TIPO 2

18 Novembro 2008

 

Pessoas que consomem grãos integrais com regularidade emagrecem e obtêm redução da pressão arterial, dos níveis de colesterol e do risco de doenças como o diabetes.

 

As informações estão no livro “A Dieta Milagrosa dos Grãos”, de Lisa Hark e Darwin Deen, publicado pela editora Publifolha. Leia resenha sobre o livro, no suplemento Equilíbrio da Folha Online, aqui.

 

O livro traz orientações para um programa alimentar baseado no consumo diário de grãos integrais, que pode reduzir de 20% a 40% as chances de desenvolver o diabetes tipo 2, uma epidemia global cujas causas são relacionadas à má alimentação e à obesidade.

 

As fibras e o magnésio contidos nos grãos ajudam a controlar a glicemia e permitem a redução da quantidade de medicamentos necessários ao tratamento do diabetes do tipo 2.

 

Segundo o livro, centenas de pesquisas comprovaram a importância das fibras para o organismo. Por outro lado, o magnésio é um mineral considerado fundamental para a prevenção e o tratamento do diabetes tipo 2.

 

Grãos de aveia, centeio e cevada, ricos em fibras solúveis, mostraram-se mais eficientes no aumento da sensibilidade à insulina do que grãos ricos em fibras insolúveis, como trigo integral e trigo-sarraceno. Substituir as fibras insolúveis por solúveis pode baixar de forma significante os níveis de açúcar e de colesterol no sangue.

 

Pessoas que consomem mais grãos integrais apresentam menor nível de insulina em circulação e maior sensibilidade à insulina. Pesquisas mostraram que quanto maior o tamanho do grão, maior o tempo de sua digestão e mais lento o aumento do nível de glicose no sangue.

 

 

Saiba mais sobre o diabetes do tipo 2

 

No diabetes, ocorre um aumento anormal do nível basal de glicose no sangue. O diabetes do tipo 2 é influenciado pela alimentação e pela obesidade, se desenvolve ao longo do tempo e “está relacionado ao excesso de produção de insulina decorrente do pouco efeito da ação deste hormônio no organismo”, segundo texto do livro.

 

O diabetes do tipo 2 é mais comum em pessoas com sobrepeso ou obesas, e atualmente verificam-se casos da doença até mesmo em crianças com menos de 10 anos de idade.

 

O diabetes do tipo 2 é precedido por um quadro de intolerância glicêmica, em que o corpo perde parcialmente a capacidade de absorver carboidratos ingeridos e desenvolve resistência à insulina.

 

O consumo de grãos integrais pode interferir tanto na intolerância glicêmica quanto na resistência à insulina e desempenhar um papel importante no tratamento e na prevenção do diabetes.

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre diabetes:

 

DIABÉTICOS NÃO DEVEM UTILIZAR ASPIRINA PARA PREVENIR DOENÇAS CARDÍACAS, DIZ ESTUDO

 

BRÓCOLIS PODE BENEFICIAR CORAÇÃO DE DIABÉTICOS

 

JUNK FOOD EM GESTANTES PODE PREJUDICAR SAÚDE DA CRIANÇA

 

CONTROVÉRSIA EM ESTUDOS SOBRE DIABETES

 

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA, EXERCÍCIO E DIABETES


DIETA PODE FAVORECER PEDRA NOS RINS EM CRIANÇAS

10 Novembro 2008

 

Especialistas apontam que uma dieta rica em alimentos industrializados e com baixo consumo de água favorece a formação de cálculos renais em crianças, no Brasil. Urologistas estão notando grande aumento dos casos nos consultórios.

 

As informações são de reportagem publicada no suplemento Equilíbrio do jornal Folha de S.Paulo. Clique aqui para ler a versão digital da reportagem, disponível no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online.

 

“Não há um trabalho científico brasileiro que mostre esse fato, mas é possível afirmar isso com base em conversas com outros urologistas. Atendo uma criança por dia com pedra no rim. Alguns anos atrás, havia um caso por mês”, afirma à reportagem Miguel Zerati Filho, chefe do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia.

 

Segundo Nilzete Liberato Brezolin, presidente do Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, alimentos muito ricos em sal, como salgadinhos e hambúrguer, aumentam a eliminação do cálcio nos rins.

 

Outro fator que contribui para a formação dos cálculos renais seria a presença de sódio e corantes em refrigerantes e sucos artificiais. O excesso de sódio faz o organismo eliminar mais cálcio.

 

“Esses cristais, que podem ser formados também por sais de cálcio, ácido úrico, estruvita ou cistina (um tipo de aminoácido), quando presentes em grande quantidade, podem se aglomerar e formar pedras”, segundo a reportagem.

 

A reportagem fala ainda do aumento de bebês prematuros, cujos sistemas urinários não excretam adequadamente as substâncias. É o que explica à reportagem João Tomás de Abreu, chefe do setor de nefrologia pediátrica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Por outro lado, algumas crianças podem ter tendência a formar pedras nos rins devido a fatores como herança genética ou distúrbios metabólicos.

 

Para prevenir a litíase (formação de cálculos renais), crianças devem consumir ao menos 50 mL de água por quilo de peso corporal e evitar alimentos muito salgados. Se a urina da criança não tiver cor clara, pode ser sinal de ingestão insuficiente de líquidos.

 

Este blog já havia publicado um artigo sobre o excesso de consumo de sal por brasileiros. Clique aqui para ler o artigo.