DIETA PODE FAVORECER PEDRA NOS RINS EM CRIANÇAS

10 Novembro 2008

 

Especialistas apontam que uma dieta rica em alimentos industrializados e com baixo consumo de água favorece a formação de cálculos renais em crianças, no Brasil. Urologistas estão notando grande aumento dos casos nos consultórios.

 

As informações são de reportagem publicada no suplemento Equilíbrio do jornal Folha de S.Paulo. Clique aqui para ler a versão digital da reportagem, disponível no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online.

 

“Não há um trabalho científico brasileiro que mostre esse fato, mas é possível afirmar isso com base em conversas com outros urologistas. Atendo uma criança por dia com pedra no rim. Alguns anos atrás, havia um caso por mês”, afirma à reportagem Miguel Zerati Filho, chefe do Departamento de Uropediatria da Sociedade Brasileira de Urologia.

 

Segundo Nilzete Liberato Brezolin, presidente do Departamento Científico de Nefrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, alimentos muito ricos em sal, como salgadinhos e hambúrguer, aumentam a eliminação do cálcio nos rins.

 

Outro fator que contribui para a formação dos cálculos renais seria a presença de sódio e corantes em refrigerantes e sucos artificiais. O excesso de sódio faz o organismo eliminar mais cálcio.

 

“Esses cristais, que podem ser formados também por sais de cálcio, ácido úrico, estruvita ou cistina (um tipo de aminoácido), quando presentes em grande quantidade, podem se aglomerar e formar pedras”, segundo a reportagem.

 

A reportagem fala ainda do aumento de bebês prematuros, cujos sistemas urinários não excretam adequadamente as substâncias. É o que explica à reportagem João Tomás de Abreu, chefe do setor de nefrologia pediátrica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Por outro lado, algumas crianças podem ter tendência a formar pedras nos rins devido a fatores como herança genética ou distúrbios metabólicos.

 

Para prevenir a litíase (formação de cálculos renais), crianças devem consumir ao menos 50 mL de água por quilo de peso corporal e evitar alimentos muito salgados. Se a urina da criança não tiver cor clara, pode ser sinal de ingestão insuficiente de líquidos.

 

Este blog já havia publicado um artigo sobre o excesso de consumo de sal por brasileiros. Clique aqui para ler o artigo.


DIETA ‘OCIDENTAL’ AUMENTA RISCO DE PROBLEMAS CARDÍACOS

29 Outubro 2008

Estudo concluiu que uma dieta ‘ocidental’, rica em gordura, sal e carne, aumenta em 30% o risco de desenvolver doenças cardíacas. Por outro lado, uma dieta rica em frutas e verduras poderia reduzir os riscos em até 33%.

As informações são de reportagem da BBC Brasil. Clique aqui para ler. A reportagem foi reproduzida nos portais de notícias O Globo, G1 e Folha Online.

O estudo, intitulado “Dietary Patterns and the Risk of Acute Myocardial Infarction in 52 Countries. Results of the INTERHEART Study”, foi publicado na revista especializada “Circulation”. Clique aqui para ler o resumo do estudo, em inglês, no site da revista.

O estudo avaliou participantes em 52 países. Foram 5.761 indivíduos que haviam sofrido infarto agudo do miocárdio, e 10.646 indivíduos saudáveis, que serviram como controle. No total, foram analisados 16.407 indivíduos.

Três padrões alimentares globais foram identificados: a dieta tipicamente ocidental (rica em frituras, salgados, ovos e carne), a dieta oriental (com alto consumo de tofu, soja e molhos) e a dieta ‘prudente’ (com alto consumo de frutas e verduras).

Segundo a reportagem da BBC Brasil, no estudo os participantes preencheram um questionário sobre a dieta que mantinham, com base em 19 grupos de alimentos.

Em entrevista à reportagem, Ellen Mason, da Fundação Britânica do Coração, declarou que é vital “reduzir o consumo de comidas salgadas, fritas e gordurosas ao mínimo e aumentar a quantidade de frutas e verduras que você come”.

Leia também, no blog Uniclabjor:

DIETA MEDITERRÂNEA PODE PREVENIR O CÂNCER


GESTANTE QUE INGERE MUITA GORDURA TRANS PODE PREJUDICAR SAÚDE DO BEBÊ

29 Outubro 2008

 

Estudo pré-clínico sinaliza que gestantes que mantêm uma dieta rica em gorduras trans podem prejudicar a saúde do bebê. O estudo foi tema de reportagem da agência O Dia, publicada no suplemento Vida e Saúde do Suplemento Terra. Clique aqui para ler a reportagem.

 

O estudo foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fiocruz. Ratas que foram alimentadas com grande quantidade de gordura trans tiveram filhotes com maior percentual de gordura corporal e triglicerídeos e menores teores de lipoproteínas de alta densidade, o HDL, colesterol considerado benéfico à saúde do organismo.

 

O efeito foi notado em até seis meses após o nascimento dos filhotes, mesmo que eles tenham recebido uma alimentação mais equilibrada.

 

Em entrevista à agência O Dia, a pesquisadora Patrícia Dias de Brito explicou que a fase de amamentação é crucial para definir a composição corporal e o perfil hormonal na vida adulta. Durante a amamentação, ocorre a determinação do número de receptores celulares para hormônios e outras substâncias.

 

“Essa mensagem fica armazenada no animal, independentemente do que ele vai ingerir ao longo da vida. Assim, as alterações corporais provenientes do leite materno alterado, que ocorreram durante a amamentação, ficam memorizadas no organismo”, conclui Brito.

 

O artigo comenta também um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que concluiu que o gosto de alimentos consumidos pela mãe durante o período de amamentação passa para o leite materno em questão de minutos.

 

Este blog já havia comentado um estudo pré-clínico britânico que concluiu que o consumo de junk food por gestantes pode prejudicar saúde da criança. Leia o artigo, aqui. Leia também sobre a possível relação entre a dieta aos três anos e desempenho escolar de crianças, aqui.


DIETA AOS TRÊS ANOS AFETA DESEMPENHO ESCOLAR DE CRIANÇAS

28 Agosto 2008

 

Estudo concluiu que “dieta na infância influencia desenvolvimento escolar”. As informações são de reportagem da Efe publicada pelo portal de notícias Folha Online e reproduzida pelo Portal CidadãoPG, da Secretaria Municipal de Educação de Praia Grande e pelo portal de notícias da Rádio 102 FM.

 

Este blog já havia comentado que junk food em gestantes pode prejudicar a saúde da criança. Agora é a alimentação de crianças de três anos que entra em jogo.

 

Leia o resumo e o texto integral do estudo (Dietary patterns related to attainment in school: the importance of early eating patterns), em inglês, no site da revista especializada “Journal of Epidemiology and Community Health“.

 

O estudo foi conduzido pelo Instituto da Educação da Universidade de Londres, pelo Departamento de Saúde e Política Pública da London School of Hygiene and Tropical Medicine e pelo Departamento de Medicina Social da Universidade de Bristol, no Reino Unido.

 

O estudo afirma que crianças de três anos de idade que consumiram alimentos altamente processados e/ou com alto teor de sal e açúcar mostraram um rendimento 10% menor na escola num período posterior, quando tinham entre seis e dez anos de idade. Por outro lado, uma dieta infantil inadequada em idades posteriores pareceu não afetar o rendimento escolar.

 

Leia um press release sobre o estudo, em inglês, no site da Universidade de Bristol. Segundo o press release, o rendimento escolar de crianças que recebem alimentos inadequados poderia sofrer influência de outros fatores, como baixa renda familiar e más condições de criação.

 

No entanto, a pesquisa foi baseada em dados do estudo “Children of the 90s (ALSPAC)”, que acompanhou o desenvolvimento de 14 mil crianças desde o nascimento e é tão detalhado que ajustou as estatísticas para considerar esses fatores, e a associação entre dieta inadequada e baixo rendimento escolar permaneceu válida.

 

O doutor Pauline Emmett, do estudo “Children of the 90s”, afirmou à reportagem que “estamos certos de que esta é uma associação robusta. Ela indica que padrões alimentares em estágios iniciais da infância possuem efeitos que persistem com o passar do tempo, independentes de mudanças posteriores na dieta”.

 

Emmett conclui afirmando que “é muito importante que a criança receba uma dieta equilibrada para conseguir tirar o melhor da educação”.


BRÓCOLIS PODE BENEFICIAR CORAÇÃO DE DIABÉTICOS

13 Agosto 2008

 

Com mau funcionamento dos vasos sanguíneos, diabéticos têm cinco vezes mais chance de desenvolver doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e infartos. A boa notícia é que um estudo das universidades de Warwick e Essex, Reino Unido, concluiu que o consumo de brócolis pode ajudar a reverter danos aos vasos sanguíneos, causados pelo diabetes.

 

O estudo foi tema de reportagem publicada no portal de notícias BBC Brasil e reproduzida pelos portais Folha Online, Terra e G1.

 

O estudo, intitulado “Activation of NF-E2-related factor-2 reverses biochemical dysfunction of endothelial cells induced by hyperglycemia linked to vascular disease” (Ativação do fator-2 relacionado a NF-E2 reverte disfunção bioquímica de células endoteliais, induzida por hiperglicemia ligada a doença vascular), foi publicado na revista especializada “Diabetes”. Leia um resumo do estudo, no site da revista, aqui.

 

O sulforafano, composto produzido pelo brócolis, seria o responsável pelos efeitos benéficos no coração de diabéticos. Os pesquisadores britânicos concluíram que o sulforafano produz enzimas protetoras dos vasos sanguíneos e moléculas que revertem os danos celulares causados pelo excesso de glicose.

 

Segundo o resumo do estudo, realizado in vitro, células endoteliais microvasculares HMEC-1 humanas foram incubadas em concentrações baixa e alta de glicose (5 mM e 30 mM, respectivamente) e a ativação do nrf2 (NF-E2-related factor-2) avaliada por translocação nuclear.

 

Foram avaliados ainda os efeitos do sulforafano sobre múltiplas vias de disfunção bioquímica, o aumento da formação de espécies reativas do oxigênio (ROS), a via metabólica da hexosamina e da proteína quinase C e o aumento da formação de metilglioxal.

 

Segundo a reportagem da BBC Brasil, o sulforafano reduziu em até 73% a presença de ROS, que são produzidas em excesso com altos níveis de glicose no organismo, danificando as células. Também ativou a proteína nrf2, “que protege células e tecidos ao produzir enzimas antioxidantes e desintoxicantes”.

 

Em entrevista à reportagem da BBC Brasil, o coordenador da pesquisa, Paul Thornalley, disse que o estudo sugere que substâncias como o sulforafano podem ajudar a conter o aparecimento de doenças vasculares em pacientes com diabetes, e declarou que “no futuro, será importante testar se uma alimentação rica em brócolis e outros vegetais brassica (como couve-flor e repolho) pode se traduzir em benefícios para os que sofrem da doença”.