RESTRIÇÃO CALÓRICA AUMENTA LONGEVIDADE

17 Dezembro 2008

 

Cientistas japoneses concluíram que “comer pouco é a maneira mais eficaz de ter uma vida mais longa”. As informações são da agência de notícias Efe, de Londres. O estudo científico foi conduzido pela Universidade de Kyoto, no Japão, e publicado pela revista especializada “Nature”.

 

Clique aqui para ver a reportagem da Efe, publicada no suplemento de Ciência do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler um resumo do estudo científico, em inglês, no site da “Nature”.

 

Segundo o resumo, estudos anteriores mostraram que dois regimes de restrição calórica (jejum intermitente e restrição calórica crônica) implicavam extensão do tempo de vida e redução de problemas de saúde relacionados à idade, em mamíferos.

 

Os pesquisadores japoneses avaliaram o papel da enzima RHEB-1 no prolongamento da vida, e as alterações da enzima causadas pelo comportamento alimentar do Caenorhabditis elegans, uma espécie de verme da terra. O princípio pode ser aplicado a mamíferos, como o ser humano.

 

Segundo a reportagem da Efe, vermes que ficavam sem alimentação por dois dias tiveram a vida prolongada em aproximadamente 50%, maior resistência ao estresse oxidativo e menos sintomas de declínio físico relacionado ao envelhecimento, se comparados a vermes que podiam comer à vontade.

 

Este período sem alimentação é chamado de jejum intermitente (JI). Segundo o resumo da “Nature”, o JI conseguiu aumentar a longevidade mesmo quando havia pouca ou nenhuma restrição calórica crônica.

 

No entanto, os mecanismos moleculares por trás da longevidade induzida pelo JI permanecem amplamente desconhecidos.

 

 

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