PROTEÇÃO SOLAR E VITAMINA D

18 Agosto 2008

 

Reportagem do portal de notícias UOL Boa Saúde comenta artigo da especialista Barbara Gilchrest, publicado na revista científica “American Journal of Clinical Nutrition”, sobre os perigos de se expor ao sol sem proteção com o objetivo de aumentar a síntese de vitamina D no organismo.

 

Leia o texto integral do artigo de Gilchrest, intitulado “Vitamin D and Health in the 21st Century: an Update – Sun exposure and vitamin D sufficiency”, em inglês, no site da revista científica, aqui.

 

Segundo Gilchrest, dermatologista da Escola de Medicina da Universidade de Boston, a mídia tem sustentado uma hipótese controversa e sensacionalista de que é preciso tomar sol sem passar protetor solar para garantir níveis adequados de vitamina D no organismo.

 

De fato, a exposição ao sol faz com que o corpo produza vitamina D. No entanto, segundo o artigo da dermatologista, tomar sol sem o uso de protetor solar pode causar danos ao DNA, causar câncer de pele e comprometer o aspecto e o funcionamento da pele.

 

Gilchrest afirma que a vitamina D necessária para o organismo pode ser obtida pelo consumo de suplementos, e o uso de protetor solar é importante para os cuidados da pele.

 

Com relação à quantidade de vitamina D a ser tomada, Gilchrest recomenda “a avaliação das relações entre os níveis de vitamina D e as doenças específicas para determinar a forma mais segura de garantir a quantidade adequada”, segundo a reportagem do UOL Boa Saúde.

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre proteção solar e câncer de pele:

 

CUIDADOS COM A PELE E OS CABELOS NO INVERNO

 

SOL CAUSA ENVELHECIMENTO PRECOCE DA PELE

 

TOMATE PROTEGE CONTRA RAIOS UV

 

CÂNCER DE PELE PREOCUPA ESPECIALISTAS

 


EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

14 Agosto 2008

 

Você está interessado(a) em viver com mais saúde e por mais tempo? Reportagem da BBC Brasil fala de estudo que sugere que correr com freqüência pode retardar os efeitos do envelhecimento. A reportagem foi reproduzida nos portais de notícias Folha Online,

iParaiba e ClicRn.

 

O estudo, intitulado “Reduced Disability and Mortality Among Aging Runners – A 21-Year Longitudinal Study” (Incapacidade e mortalidade reduzidas entre corredores em processo de envelhecimento – Um estudo longitudinal de 21 anos), foi publicado na revista especializada “Archives of Internal Medicine“. Leia um resumo do estudo no site da revista, em inglês, aqui.

 

Ao comparar a saúde e o bem-estar físico de pessoas com mais de 50 anos que corriam com os de pessoas que não praticavam a corrida, a pesquisa constatou que, após 19 anos, apenas 15% dos idosos que corriam haviam morrido, contra 34% dos idosos no grupo de controle.

 

Segundo a reportagem da BBC Brasil, o início de deficiências físicas entre os participantes começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida. A prática de corrida diminuiu o batimento cardíaco, mortes relacionadas a problemas arteriais e mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções. A pesquisa não relacionou a prática de corrida a maior incidência de osteoporose ou problemas no joelho.

 

À parte os méritos de divulgar estudo que contribui para a saúde, a reportagem da BBC apresentou problemas. Segundo a reportagem, a pesquisa analisou 500 pessoas que tinham o hábito de correr, e o grupo de controle era similar.

 

No entanto, uma leitura do resumo do estudo mostrou que os participantes do início do estudo eram 538 corredores e 423 não-corredores (grupo de controle), que receberam questionários sobre sua atividade física. Destes, apenas 284 corredores e 156 não-corredores completaram o acompanhamento até o final do estudo, após 21 anos.

 

O grupo de corredores fazia aproximadamente 4 horas por semana, e o tempo foi reduzido gradualmente para 76 minutos por semana. Os benefícios para os corredores foram observados mesmo após os 90 anos de idade, afirma a reportagem da BBC Brasil.

 

Segundo o resumo do estudo, os pesquisadores concluíram que exercício vigoroso (corrida) na meia-idade e velhice está associado à redução da incapacidade na velhice e a uma notável vantagem de sobrevivência.

 

A reportagem da BBC fala ainda de uma ONG, a “Age Concern”, que trabalha com idosos e afirma que mais de 90% dos idosos britânicos com mais de 75 anos não pratica meia hora de exercícios moderados pelo menos cinco vezes por semana.

 

O diretor da ONG, Gordon Lishman, declarou à reportagem da BBC Brasil que o exercício “ajuda os idosos a continuarem com mobilidade e independentes, garante a saúde cardíaca, mantém o peso e os níveis de estresse sob controle e ajuda a melhorar o sono”.