OLHOS TAMBÉM PRECISAM DE PROTEÇÃO SOLAR

8 Janeiro 2009

 

A maioria dos brasileiros não se protege adequadamente contra os raios solares, o que aumenta os riscos de catarata e doença macular relacionada à idade. As informações são de reportagem publicada no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

Segundo a reportagem, o instituto Penido Burnier fez um levantamento com 223 pacientes com mais de 50 anos de idade e descobriu que 57,6% deles não sabiam dos malefícios causados pela exposição dos olhos ao sol sem proteção adequada.

 

Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista e autor do estudo, afirmou à reportagem que 30% de um grupo de 834 remadores norte-americanos que não protegeram os olhos do sol tiveram diagnóstico de catarata aos 50 anos de idade.

 

Há indícios de que o dano provocado aos olhos acontece depois da exposição cumulativa aos raios solares, segundo Neto. Na catarata, o sol deixa o cristalino dos olhos opaco e turvo, dificultando a visão e até mesmo levando à cegueira.

 

A mácula, por outro lado, é responsável por 80% da visão. Sua degeneração causada pelo sol afeta a visão para imagens distantes e próximas e “é considerada a principal causa de cegueira não-reversível do mundo”, segundo a reportagem.

 

 

Proteja os olhos

 

Especialistas recomendam o uso diário de óculos com proteção solar. A proteção dos olhos deve ser uma rotina, assim como proteger a pele com protetor solar.

 

Mesmo óculos comuns podem ter proteção contra raios UV. Segundo Queiroz Neto, “o filtro que protege os olhos da luz solar é uma película incolor, que não muda a cor da lente dos óculos”.

 

Um bom filtro UV nos óculos escuros é fundamental. Evite comprar óculos de procedência desconhecida, de fabricação clandestina, pois não há garantia de proteção.

 

O oftalmologista Renato Ambrósio Junior explica que usar óculos escuros sem filtro UV é ainda mais prejudicial. “Ela está mais exposta aos danos dos raios ultravioletas porque o escuro faz a pupila dilatar naturalmente”, disse.

 

Já as pessoas que não quiserem usar óculos escuros podem se proteger com bonés ou viseiras, que criam uma barreira física contra o sol.

 

 

Crianças também devem usar óculos protetores

 

Reportagem publicada na Folhinha, suplemento da Folha de S.Paulo direcionado ao público infantil, afirma que crianças também devem utilizar óculos com proteção solar.

 

Segundo a reportagem da Folhinha, oftalmologistas recomendam o uso de óculos escuros com bloqueio de ao menos 90% dos raios ultravioleta (UV).

 

A reportagem (que pode ser lida aqui, aqui e aqui, somente para assinantes da Folha ou do UOL) afirma que é preciso cuidado na hora de comprar óculos escuros.

 

“Os óculos vendidos em camelô não contêm proteção. A proteção encarece as lentes, que não poderiam ser vendidas pelos preços dos ambulantes”, afirma Marcelo Luís Occhiutto, oftalmologista e cirurgião do Hospital Santa Catarina, à reportagem da Folhinha.

 

Recomenda-se comprar óculos escuros que ofereçam no mínimo 90% de proteção contra os raios UVA e UVB. Segundo a reportagem, as melhores óticas possuem um aparelho de pode medir o grau de bloqueio dos óculos contra os raios UV.


SAIBA MAIS SOBRE PROTEÇÃO SOLAR E BRONZEAMENTO

19 Dezembro 2008

 

A dermatologista Ligia Kogos esclarece dúvidas sobre bronzeamento e proteção solar. As informações são de artigo publicado pelo suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ver o artigo.

 

Segundo Kogos, deve-se passar protetor solar meia hora antes da exposição ao sol, para aumentar a eficácia do produto, de preferência sem biquíni ou maiô, para não esquecer áreas da pele junto à roupa de banho.

 

Segundo a dermatologista, as pessoas neglicenciam o uso do protetor solar em áreas como as costas, o dorso dos pés, o pescoço e a região em torno das axilas.

 

Aplique o protetor solar como se fosse um hidratante, espalhando-o de forma homogênea. Kogos explica que se gasta em torno de 5 g do produto para cobrir o corpo todo.

 

A reaplicação do produto depende do grau de atividade física. Pessoas que praticam esportes e entram no mar devem reaplicar o produto duas vezes, se ficarem por volta de quatro horas na praia, com sol intenso.

 

Em dias de sol mais ameno, e com pouca atividade física, pessoas devem reaplicar o protetor solar apenas em regiões como rosto, ombros e colo.

 

A dermatologista segue dizendo que todas as apresentações de protetor solar (creme, gel, loção e outros) apresentam grande eficácia, mas que “produtos mais encorpados podem ter mais resistência à água e à transpiração, necessitando menos de retoques”.

 

Pessoas com queimaduras solares devem evitar banhos muito quentes ou muito frios, e utilizar hidratantes com uréia, lactatos, silicones ou dimeticones, óleos de avelã, macadâmia ou germe de trigo. Loções corporais pós-sol também são indicadas.

 

Para os casos de queimaduras graves, existem tratamentos que regeneram a pele, com produtos e equipamentos em hidratações profundas, e luzes calmantes e antiinflamatórias de equipamentos como o Multiwaves.

 

A dermatologista segue dizendo que o sol na praia é mais perigoso, pois a areia reflete a radiação solar. A brisa do mar atenua a sensação de calor, mas o sol continua a queimar a pele. Por fim, há o risco de adormecer tomando sol, e acordar com graves queimaduras solares.

 

 

Leia artigos anteriores deste blog sobre proteção solar e câncer de pele:

 

TATUAGEM E CÂNCER DE PELE

 

PROTEÇÃO SOLAR E VITAMINA D

 

CUIDADOS COM A PELE E OS CABELOS NO INVERNO

 

SOL CAUSA ENVELHECIMENTO PRECOCE DA PELE

 

TOMATE PROTEGE CONTRA RAIOS UV

 

CÂNCER DE PELE PREOCUPA ESPECIALISTAS


RESTRIÇÃO CALÓRICA AUMENTA LONGEVIDADE

17 Dezembro 2008

 

Cientistas japoneses concluíram que “comer pouco é a maneira mais eficaz de ter uma vida mais longa”. As informações são da agência de notícias Efe, de Londres. O estudo científico foi conduzido pela Universidade de Kyoto, no Japão, e publicado pela revista especializada “Nature”.

 

Clique aqui para ver a reportagem da Efe, publicada no suplemento de Ciência do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler um resumo do estudo científico, em inglês, no site da “Nature”.

 

Segundo o resumo, estudos anteriores mostraram que dois regimes de restrição calórica (jejum intermitente e restrição calórica crônica) implicavam extensão do tempo de vida e redução de problemas de saúde relacionados à idade, em mamíferos.

 

Os pesquisadores japoneses avaliaram o papel da enzima RHEB-1 no prolongamento da vida, e as alterações da enzima causadas pelo comportamento alimentar do Caenorhabditis elegans, uma espécie de verme da terra. O princípio pode ser aplicado a mamíferos, como o ser humano.

 

Segundo a reportagem da Efe, vermes que ficavam sem alimentação por dois dias tiveram a vida prolongada em aproximadamente 50%, maior resistência ao estresse oxidativo e menos sintomas de declínio físico relacionado ao envelhecimento, se comparados a vermes que podiam comer à vontade.

 

Este período sem alimentação é chamado de jejum intermitente (JI). Segundo o resumo da “Nature”, o JI conseguiu aumentar a longevidade mesmo quando havia pouca ou nenhuma restrição calórica crônica.

 

No entanto, os mecanismos moleculares por trás da longevidade induzida pelo JI permanecem amplamente desconhecidos.

 

 

Leia mais neste blog sobre longevidade:

 

FELICIDADE, SAÚDE E LONGEVIDADE

EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

 


VEJA A RELAÇÃO ENTRE FALTA DE EXERCÍCIOS E ALGUMAS DOENÇAS E CONDIÇÕES DE SAÚDE

3 Novembro 2008

 

Reportagens sobre o assunto foram publicadas no portal de notícias Folha Online. Confira a seguir.

 

 

Exercício, câncer de mama e esteatose

 

A reportagem “Exercício evita tumor de mama e esteatose” fala de um estudo que durou 11 anos e envolveu 32.269 mulheres norte-americanas na pós-menopausa.

 

O estudo concluiu que as mulheres que mantinham um peso normal e se exercitavam com intensidade tinham 30% menos chances de desenvolver câncer de mama, se comparadas àquelas que não praticam exercícios.

 

Clique aqui para ler a reportagem sobre o estudo. Este blog já havia comentado a relação entre exercícios e câncer de mama. Leia o artigo, aqui.

  

Outro estudo citado pela mesma reportagem, desta vez pré-clínico, feito com ratos, mostrou que a falta de exercício físico diário levou à esteatose hepática (gordura no fígado), pela ativação de precursores específicos.

 

 

Exercícios e cólica

 

Outra reportagem fala que exercícios físicos ajudam a evitar os sintomas da cólica, também conhecida como dismenorréia. Leia a reportagem, intitulada “Cólica pode ser combatida com exercícios e medicamentos”, aqui.

 

Em entrevista à reportagem, Roney Signorini Filho, ginecologista do Hospital Estadual Pérola Byington, explica que “em casos mais amenos, atividade física regular, dieta rica em fibras e analgésicos comuns podem ser suficientes”.

 

Por outro lado, “em caso de queixas mais importantes, pode ser necessário recorrer a antiinflamatórios mais potentes, uso crônico de pílulas anticoncepcionais e, em situações extremas, bloqueio da menstruação”, conclui Signorini Filho.

 

Já Fernando Moreira de Andrade, ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, disse que se a intenção é apenas combater a cólica, sem se preocupar com a gravidez, antiinflamatórios são mais indicados que anticoncepcionais.

 

 

Sedentarismo e diagnóstico de problemas cardíacos

 

Uma terceira reportagem aborda uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia que concluiu que o sedentarismo contribui para o diagnóstico tardio de problemas cardíacos.

 

A DAOP (sigla para doença arterial obstrutiva periférica, na qual ocorre o acúmulo de placas de gordura nas artérias nas pernas), importante marcador para definir as chances de uma pessoa ter infarto no futuro, tem seu principal sintoma, a dor nas pernas ao caminhar ou fazer outros exercícios, mascarado pelo sedentarismo.

 

Conduzido em todo o país, o estudo faz parte de um grande projeto de pesquisa nomeado Corações do Brasil. Após avaliar 1.159 pessoas com mais de 18 anos de idade em 72 cidades brasileiras, o estudo teve sua primeira etapa concluída e será publicado em dezembro na revista “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”.

 

Márcia Makdisse, coordenadora do estudo e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, declarou em entrevista à reportagem que “quando você faz exercícios, o músculo necessita de mais oxigênio e nutrientes para gerar energia. Isso é trazido pelo sangue. Se ele tem dificuldade para chegar, o músculo sofre. O paciente sente dor, formigamento e cansaço”, diz.

 

São esses sintomas que alertam para o diagnóstico da DAOP, cujos pacientes têm 5% mais chances de ter um infarto ou um derrame. Segundo o cardiologista Serafim Borges, da Instituto de Cardiologia Aloisio de Castro, pacientes com fatores de risco (diabetes, tabagismo e idade) e que sentem dores nas pernas têm que fazer o exame de medição do índice tornozelobraquial, que permite o diagnóstico da DAOP.

 

Leia a reportagem, intitulada “Falta de exercício dificulta detecção de doença cardíaca”, aqui.

 

 

Câncer e obesidade

 

Segundo outra reportagem, a obesidade aumenta a chance de desenvolver câncer colorretal, no endométrio, na mama, no esôfago e no rim e há evidências fortemente sugestivas de que é fator de risco para o surgimento de tumores como o de pâncreas, da vesícula e da próstata, segundo dados da Sociedade Americana de Câncer.

 

O endocrinologista Amélio Godoy, presidente do Comitê Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, disse à reportagem que, como o índice de obesidade vem crescendo no mundo, pode haver um aumento no surgimento de tumores ligados ao problema.

 

Segundo o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, a obesidade é uma possível causa para o aumento de 10% a 12% ao ano nos tumores na transição gastroesofágica.

 

“Quem está acima do peso tem refluxo com mais freqüência, e o conteúdo ácido que volta pode irritar a mucosa, tornando a pessoa mais predisposta ao câncer”, explica Hoff.

 

Um estudo citado pela reportagem, conduzido nos EUA com 1.545 voluntárias entrevistadas, mostrou que 58% delas não sabiam que mulheres obesas correm mais risco de ter câncer de endométrio, a camada que reveste o útero em seu lado interno.

 

A reportagem fala ainda dos possíveis processos envolvidos na associação entre a obesidade e o câncer. Leia a reportagem, intitulada “Mulheres não sabem que câncer atinge mais obesas, diz pesquisa”, clicando aqui.

 

 

Leia mais neste blog sobre exercícios e saúde:

 

EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

 

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA, EXERCÍCIO E DIABETES

 

EMAGRECER PODE PREVENIR CÂNCER DE MAMA


FELICIDADE, SAÚDE E LONGEVIDADE

19 Agosto 2008

Quer aumentar seu tempo de vida em 7,5 a 10 anos? Reportagem da France Presse diz que ser feliz ajuda a proteger contra doenças e aumentar a longevidade. A reportagem foi publicada no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online.

O estudo, uma meta-análise de 30 relatórios de diferentes países, foi conduzido na Universidade Erasmo, de Rotterdã, e publicado na revista especializada “Journal of Happiness Studies“.

De acordo com a reportagem da France Presse, os pesquisadores concluíram que a felicidade protege as pessoas saudáveis de doenças, e “um estado de ânimo positivo aumenta os anos de vida”.

Por outro lado, um “estado de tristeza crônica cria uma reação do tipo ‘combate ou fuga’ (’fight or flight’), e este tipo de reação é conhecido por gerar, a longo prazo, efeitos negativos como pressão arterial alta e baixas defesas imunológicas”, explica o autor da pesquisa, Ruut Veenhoven, em entrevista à France Presse.