SAIBA MAIS SOBRE INFECÇÕES POR HPV

9 Dezembro 2008

 

Verrugas nos órgãos genitais são o principal sintoma das infecções causadas pelo vírus HPV (papiloma vírus humano), que também pode causar “manchas ou caroços, coceira, corrimento e dor ou sangramento durante a relação sexual”.

 

As informações são de reportagem da Revista da Hora, disponível no suplemento Equilíbrio do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

As principais vítimas do HPV são as mulheres. Nelas o vírus pode causar câncer do colo do útero. O contágio se dá quase exclusivamente por via sexual, por contato com a pele infectada, e causa lesões na vagina, na vulva, no colo do útero, no pênis e no ânus.

 

A boa notícia é que apenas a minoria das mulheres infectadas pelo HPV desenvolve câncer do colo do útero. A maioria das infecções por HPV transcorre sem sintomas e regride espontaneamente.

 

Outra boa notícia é que câncer do colo apresenta até 100% de cura, quando diagnosticado e tratado na fase inicial. O pré-exame que identifica o câncer do colo do útero chama-se Papanicolaou. Leia artigo anterior deste blog, sobre o exame, aqui.

 

Após a confirmação preliminar do diagnóstico, pode-se efetuar uma colposcopia, “um exame que amplia a visão da área afetada em cerca de 40 vezes. Assim, fica mais fácil identificar as alterações detectadas pelo papanicolaou”, revela a reportagem.

 

Por outro lado, uma biópsia analisa um pequeno pedaço de tecido da área afetada. O teste mais moderno disponível atualmente seria a captura híbrida, que detecta DNA do HPV e pode identificar a presença do vírus mesmo antes da manifestação de sintoma.

 

A reportagem fala da possibilidade de o vírus ficar incubado numa pessoa por até vinte anos, os tipos de vírus (são mais de cem) e aqueles que estão relacionados a tumores malignos.

 

Também fala das vacinas que foram desenvolvidas para evitar o contágio, e que não há evidência suficiente da eficácia dessas vacinas para evitar o câncer do colo do útero. Leia sobre vacina, neste blog, aqui.

 

Por fim, a reportagem aborda as opções de tratamento:

- aplicação de ácidos ou pomadas quimioterápicas para destruir as feridas;

- cauterização elétrica ou a laser

- remoção do tecido afetado, por meio de cirurgia

 

 

Leia artigos anteriores deste blog, sobre HPV:

 

HPV PODE CAUSAR CÂNCER TAMBÉM EM HOMENS

 

SAIBA MAIS SOBRE A LASERTERAPIA

 

PESQUISADORES DO HPV E HIV LEVAM PRÊMIO NOBEL DE MEDICINA 2008

 

LASERTERAPIA PODE TRATAR LESÕES DO HPV, DIZ BLOG

 

SAIBA MAIS SOBRE O EXAME DE PAPANICOLAOU

 

ANVISA APROVA NOVA VACINA CONTRA HPV

 

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: AÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

HPV CAUSA CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 


VEJA ARTIGO DA SECRETARIA DE SAÚDE SOBRE MUTIRÃO DO CÂNCER DE PELE EM 8/11/2008 EM SÃO PAULO

7 Novembro 2008

Clique aqui para ler artigo sobre a detecção gratuita do câncer de pele em oito hospitais estaduais de São Paulo em 8/11/2008, no site da Secretaria de Estado da Saúde.

Leia artigo anterior deste blog, sobre a ação deste sábado e a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, aqui.


SÃO PAULO OFERECE DETECÇÃO GRATUITA DO CÂNCER DE PELE EM 8/11/2008

7 Novembro 2008

Interessados podem fazer consulta gratuita com dermatologista para detectar o câncer de pele, neste sábado, 8/11/2008, em oito hospitais do Estado de São Paulo. As informações são de reportagem publicada no suplemento Ciência e Saúde do portal de notícias UOL. Clique aqui para ler a reportagem.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está oferecendo, além dos exames clínicos, “orientação sobre os cuidados com a exposição ao sol e prevenção ao câncer de pele”, segundo a reportagem. Pacientes com lesões diagnosticadas serão encaminhados para tratamento especializado.

O evento é parte da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. O site da SBD traz informações sobre o câncer de pele e a campanha nacional. Clique aqui para ler.

No entanto, quem procura notícias da campanha em página do site vai encontrar informações de 2007.

No site da SBD há informações sobre o câncer da pele, os cuidados com a pele, como identificar o câncer de pele, informações sobre bronzeamento artificial, as estatísticas do câncer no Brasil e um vídeo sobre Câncer da Pele.

Na cidade de São Paulo, participam da ação o Hospital das Clínicas de São Paulo, o Hospital Estadual Ipiranga e o Ambulatório de Especialidades Heliópolis. Não é preciso marcar consulta previamente.

Veja a lista de hospitais do Estado que irão promover o atendimento gratuito:

Capital
Hospital Estadual Ipiranga
Av. Nazaré, 28
Em frente ao Museu do Ipiranga
Atendimento: das 9h às 15h

Hospital das Clínicas de São Paulo – Ambulatório de Dermatologia
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 – 5º andar – Bloco 2B
Metrô Clínicas / Altura do nº 1500 da Av. Rebouças
Atendimento: das 8h às 15h

Ambulatório Estadual de Especialidades Heliópolis
Av. Almirante Delamare, 1.534
Cidade Nova Heliópolis
Atendimento: das 9h às 15h

Bauru
Instituto Lauro de Souza Lima
Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, Km 225 / 226
Ao lado do Hospital Unimed-Bauru
Distrito Industrial Marcus Vinícius Feliz Machado
Atendimento: das 9h às 16h

Guarulhos
Complexo Hospitalar Padre Bento – Ambulatório de Dermatologia
Av. Emílio Ribas, 1.819
Gopoúva
Atendimento: das 9h às 16h

Promissão
Hospital Geral de Promissão – Ambulatório
Av. General Eurico Gaspar Dutra, 620
Centro
Atendimento: das 9h às 15h

Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto
Av. Bandeirantes, 3.900
Campus da USP – Ribeirão Preto
Monte Alegre
Atendimento: das 8h às 13h

Santos
Hospital Estadual Guilherme Álvaro
Rua Doutor Oswaldo Cruz, 197
Canal 4
Boqueirão
Atendimento: das 9h às 15h

Leia artigos anteriores deste blog sobre câncer de pele:

PROTEÇÃO SOLAR E VITAMINA D

CUIDADOS COM A PELE E OS CABELOS NO INVERNO

SOL CAUSA ENVELHECIMENTO PRECOCE DA PELE

TOMATE PROTEGE CONTRA RAIOS UV

CÂNCER DE PELE PREOCUPA ESPECIALISTAS

(post escrito originalmente em 5/11/2008, apagado acidentalmente em 7/11/2008 e restaurado na mesma data)


VEJA A RELAÇÃO ENTRE FALTA DE EXERCÍCIOS E ALGUMAS DOENÇAS E CONDIÇÕES DE SAÚDE

3 Novembro 2008

 

Reportagens sobre o assunto foram publicadas no portal de notícias Folha Online. Confira a seguir.

 

 

Exercício, câncer de mama e esteatose

 

A reportagem “Exercício evita tumor de mama e esteatose” fala de um estudo que durou 11 anos e envolveu 32.269 mulheres norte-americanas na pós-menopausa.

 

O estudo concluiu que as mulheres que mantinham um peso normal e se exercitavam com intensidade tinham 30% menos chances de desenvolver câncer de mama, se comparadas àquelas que não praticam exercícios.

 

Clique aqui para ler a reportagem sobre o estudo. Este blog já havia comentado a relação entre exercícios e câncer de mama. Leia o artigo, aqui.

  

Outro estudo citado pela mesma reportagem, desta vez pré-clínico, feito com ratos, mostrou que a falta de exercício físico diário levou à esteatose hepática (gordura no fígado), pela ativação de precursores específicos.

 

 

Exercícios e cólica

 

Outra reportagem fala que exercícios físicos ajudam a evitar os sintomas da cólica, também conhecida como dismenorréia. Leia a reportagem, intitulada “Cólica pode ser combatida com exercícios e medicamentos”, aqui.

 

Em entrevista à reportagem, Roney Signorini Filho, ginecologista do Hospital Estadual Pérola Byington, explica que “em casos mais amenos, atividade física regular, dieta rica em fibras e analgésicos comuns podem ser suficientes”.

 

Por outro lado, “em caso de queixas mais importantes, pode ser necessário recorrer a antiinflamatórios mais potentes, uso crônico de pílulas anticoncepcionais e, em situações extremas, bloqueio da menstruação”, conclui Signorini Filho.

 

Já Fernando Moreira de Andrade, ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, disse que se a intenção é apenas combater a cólica, sem se preocupar com a gravidez, antiinflamatórios são mais indicados que anticoncepcionais.

 

 

Sedentarismo e diagnóstico de problemas cardíacos

 

Uma terceira reportagem aborda uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia que concluiu que o sedentarismo contribui para o diagnóstico tardio de problemas cardíacos.

 

A DAOP (sigla para doença arterial obstrutiva periférica, na qual ocorre o acúmulo de placas de gordura nas artérias nas pernas), importante marcador para definir as chances de uma pessoa ter infarto no futuro, tem seu principal sintoma, a dor nas pernas ao caminhar ou fazer outros exercícios, mascarado pelo sedentarismo.

 

Conduzido em todo o país, o estudo faz parte de um grande projeto de pesquisa nomeado Corações do Brasil. Após avaliar 1.159 pessoas com mais de 18 anos de idade em 72 cidades brasileiras, o estudo teve sua primeira etapa concluída e será publicado em dezembro na revista “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”.

 

Márcia Makdisse, coordenadora do estudo e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, declarou em entrevista à reportagem que “quando você faz exercícios, o músculo necessita de mais oxigênio e nutrientes para gerar energia. Isso é trazido pelo sangue. Se ele tem dificuldade para chegar, o músculo sofre. O paciente sente dor, formigamento e cansaço”, diz.

 

São esses sintomas que alertam para o diagnóstico da DAOP, cujos pacientes têm 5% mais chances de ter um infarto ou um derrame. Segundo o cardiologista Serafim Borges, da Instituto de Cardiologia Aloisio de Castro, pacientes com fatores de risco (diabetes, tabagismo e idade) e que sentem dores nas pernas têm que fazer o exame de medição do índice tornozelobraquial, que permite o diagnóstico da DAOP.

 

Leia a reportagem, intitulada “Falta de exercício dificulta detecção de doença cardíaca”, aqui.

 

 

Câncer e obesidade

 

Segundo outra reportagem, a obesidade aumenta a chance de desenvolver câncer colorretal, no endométrio, na mama, no esôfago e no rim e há evidências fortemente sugestivas de que é fator de risco para o surgimento de tumores como o de pâncreas, da vesícula e da próstata, segundo dados da Sociedade Americana de Câncer.

 

O endocrinologista Amélio Godoy, presidente do Comitê Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, disse à reportagem que, como o índice de obesidade vem crescendo no mundo, pode haver um aumento no surgimento de tumores ligados ao problema.

 

Segundo o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, a obesidade é uma possível causa para o aumento de 10% a 12% ao ano nos tumores na transição gastroesofágica.

 

“Quem está acima do peso tem refluxo com mais freqüência, e o conteúdo ácido que volta pode irritar a mucosa, tornando a pessoa mais predisposta ao câncer”, explica Hoff.

 

Um estudo citado pela reportagem, conduzido nos EUA com 1.545 voluntárias entrevistadas, mostrou que 58% delas não sabiam que mulheres obesas correm mais risco de ter câncer de endométrio, a camada que reveste o útero em seu lado interno.

 

A reportagem fala ainda dos possíveis processos envolvidos na associação entre a obesidade e o câncer. Leia a reportagem, intitulada “Mulheres não sabem que câncer atinge mais obesas, diz pesquisa”, clicando aqui.

 

 

Leia mais neste blog sobre exercícios e saúde:

 

EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

 

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA, EXERCÍCIO E DIABETES

 

EMAGRECER PODE PREVENIR CÂNCER DE MAMA


DIETA ‘OCIDENTAL’ AUMENTA RISCO DE PROBLEMAS CARDÍACOS

29 Outubro 2008

Estudo concluiu que uma dieta ‘ocidental’, rica em gordura, sal e carne, aumenta em 30% o risco de desenvolver doenças cardíacas. Por outro lado, uma dieta rica em frutas e verduras poderia reduzir os riscos em até 33%.

As informações são de reportagem da BBC Brasil. Clique aqui para ler. A reportagem foi reproduzida nos portais de notícias O Globo, G1 e Folha Online.

O estudo, intitulado “Dietary Patterns and the Risk of Acute Myocardial Infarction in 52 Countries. Results of the INTERHEART Study”, foi publicado na revista especializada “Circulation”. Clique aqui para ler o resumo do estudo, em inglês, no site da revista.

O estudo avaliou participantes em 52 países. Foram 5.761 indivíduos que haviam sofrido infarto agudo do miocárdio, e 10.646 indivíduos saudáveis, que serviram como controle. No total, foram analisados 16.407 indivíduos.

Três padrões alimentares globais foram identificados: a dieta tipicamente ocidental (rica em frituras, salgados, ovos e carne), a dieta oriental (com alto consumo de tofu, soja e molhos) e a dieta ‘prudente’ (com alto consumo de frutas e verduras).

Segundo a reportagem da BBC Brasil, no estudo os participantes preencheram um questionário sobre a dieta que mantinham, com base em 19 grupos de alimentos.

Em entrevista à reportagem, Ellen Mason, da Fundação Britânica do Coração, declarou que é vital “reduzir o consumo de comidas salgadas, fritas e gordurosas ao mínimo e aumentar a quantidade de frutas e verduras que você come”.

Leia também, no blog Uniclabjor:

DIETA MEDITERRÂNEA PODE PREVENIR O CÂNCER