VEJA A RELAÇÃO ENTRE FALTA DE EXERCÍCIOS E ALGUMAS DOENÇAS E CONDIÇÕES DE SAÚDE

3 Novembro 2008

 

Reportagens sobre o assunto foram publicadas no portal de notícias Folha Online. Confira a seguir.

 

 

Exercício, câncer de mama e esteatose

 

A reportagem “Exercício evita tumor de mama e esteatose” fala de um estudo que durou 11 anos e envolveu 32.269 mulheres norte-americanas na pós-menopausa.

 

O estudo concluiu que as mulheres que mantinham um peso normal e se exercitavam com intensidade tinham 30% menos chances de desenvolver câncer de mama, se comparadas àquelas que não praticam exercícios.

 

Clique aqui para ler a reportagem sobre o estudo. Este blog já havia comentado a relação entre exercícios e câncer de mama. Leia o artigo, aqui.

  

Outro estudo citado pela mesma reportagem, desta vez pré-clínico, feito com ratos, mostrou que a falta de exercício físico diário levou à esteatose hepática (gordura no fígado), pela ativação de precursores específicos.

 

 

Exercícios e cólica

 

Outra reportagem fala que exercícios físicos ajudam a evitar os sintomas da cólica, também conhecida como dismenorréia. Leia a reportagem, intitulada “Cólica pode ser combatida com exercícios e medicamentos”, aqui.

 

Em entrevista à reportagem, Roney Signorini Filho, ginecologista do Hospital Estadual Pérola Byington, explica que “em casos mais amenos, atividade física regular, dieta rica em fibras e analgésicos comuns podem ser suficientes”.

 

Por outro lado, “em caso de queixas mais importantes, pode ser necessário recorrer a antiinflamatórios mais potentes, uso crônico de pílulas anticoncepcionais e, em situações extremas, bloqueio da menstruação”, conclui Signorini Filho.

 

Já Fernando Moreira de Andrade, ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, disse que se a intenção é apenas combater a cólica, sem se preocupar com a gravidez, antiinflamatórios são mais indicados que anticoncepcionais.

 

 

Sedentarismo e diagnóstico de problemas cardíacos

 

Uma terceira reportagem aborda uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia que concluiu que o sedentarismo contribui para o diagnóstico tardio de problemas cardíacos.

 

A DAOP (sigla para doença arterial obstrutiva periférica, na qual ocorre o acúmulo de placas de gordura nas artérias nas pernas), importante marcador para definir as chances de uma pessoa ter infarto no futuro, tem seu principal sintoma, a dor nas pernas ao caminhar ou fazer outros exercícios, mascarado pelo sedentarismo.

 

Conduzido em todo o país, o estudo faz parte de um grande projeto de pesquisa nomeado Corações do Brasil. Após avaliar 1.159 pessoas com mais de 18 anos de idade em 72 cidades brasileiras, o estudo teve sua primeira etapa concluída e será publicado em dezembro na revista “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”.

 

Márcia Makdisse, coordenadora do estudo e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, declarou em entrevista à reportagem que “quando você faz exercícios, o músculo necessita de mais oxigênio e nutrientes para gerar energia. Isso é trazido pelo sangue. Se ele tem dificuldade para chegar, o músculo sofre. O paciente sente dor, formigamento e cansaço”, diz.

 

São esses sintomas que alertam para o diagnóstico da DAOP, cujos pacientes têm 5% mais chances de ter um infarto ou um derrame. Segundo o cardiologista Serafim Borges, da Instituto de Cardiologia Aloisio de Castro, pacientes com fatores de risco (diabetes, tabagismo e idade) e que sentem dores nas pernas têm que fazer o exame de medição do índice tornozelobraquial, que permite o diagnóstico da DAOP.

 

Leia a reportagem, intitulada “Falta de exercício dificulta detecção de doença cardíaca”, aqui.

 

 

Câncer e obesidade

 

Segundo outra reportagem, a obesidade aumenta a chance de desenvolver câncer colorretal, no endométrio, na mama, no esôfago e no rim e há evidências fortemente sugestivas de que é fator de risco para o surgimento de tumores como o de pâncreas, da vesícula e da próstata, segundo dados da Sociedade Americana de Câncer.

 

O endocrinologista Amélio Godoy, presidente do Comitê Internacional da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, disse à reportagem que, como o índice de obesidade vem crescendo no mundo, pode haver um aumento no surgimento de tumores ligados ao problema.

 

Segundo o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira, a obesidade é uma possível causa para o aumento de 10% a 12% ao ano nos tumores na transição gastroesofágica.

 

“Quem está acima do peso tem refluxo com mais freqüência, e o conteúdo ácido que volta pode irritar a mucosa, tornando a pessoa mais predisposta ao câncer”, explica Hoff.

 

Um estudo citado pela reportagem, conduzido nos EUA com 1.545 voluntárias entrevistadas, mostrou que 58% delas não sabiam que mulheres obesas correm mais risco de ter câncer de endométrio, a camada que reveste o útero em seu lado interno.

 

A reportagem fala ainda dos possíveis processos envolvidos na associação entre a obesidade e o câncer. Leia a reportagem, intitulada “Mulheres não sabem que câncer atinge mais obesas, diz pesquisa”, clicando aqui.

 

 

Leia mais neste blog sobre exercícios e saúde:

 

EXERCÍCIO PODE RETARDAR ENVELHECIMENTO

 

EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

 

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA, EXERCÍCIO E DIABETES

 

EMAGRECER PODE PREVENIR CÂNCER DE MAMA


SAIBA MAIS SOBRE O EXAME DE PAPANICOLAOU

29 Agosto 2008

 

Reportagem do jornal Agora reproduzida pela Folha Online diz que mulheres devem fazer o exame de Papanicolaou “anualmente desde o início da vida sexual”.

 

Esta é a principal forma de detectar o câncer do colo do útero em seu estágio inicial, uma doença que corresponde a aproximadamente 25% dos casos de câncer entre as mulheres brasileiras.

 

Este tipo de câncer pode ser curado em quase 100% dos casos, quando diagnosticado precocemente. Sua maior incidência é em mulheres com 40 a 60 anos de idade.

 

O Papanicolaou detecta indícios de câncer do colo do útero e outras doenças, como infecções e doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), cujo diagnóstico deve ser confirmado com exames mais específicos.

 

Segundo a reportagem do Agora, um exame anormal “pode indicar que a região cervical está inflamada ou irritada, o que pode ser resultado de uma infecção; que a região cervical apresenta alterações chamadas displasias, isto é, células alteradas ou lesões escamosas que podem desaparecer ou aumentar, mas não são câncer; que a região cervical apresenta sinais de câncer. Nesses casos será necessário fazer outros exames para orientar o tratamento”.

 

Utilizar preservativos durante a relação sexual evita o contágio pelo HPV (vírus do papiloma humano), associado ao desenvolvimento do câncer do colo do útero e de suas lesões precursoras.

 

A realização do exame de Papanicolaou faz parte do “Programa Nacional de Controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama – Viva Mulher”, uma ação conjunta entre o Ministério da Saúde, o DF e os Estados brasileiros. Leia mais sobre o assunto, no site do Ministério da Saúde, aqui.

 

O programa oferece serviços de prevenção e detecção precoce de estágios iniciais de câncer de mama e do colo do útero, tratamento e reabilitação em todo o território nacional.

 

O exame pode ser realizado gratuitamente em “postos ou unidades de saúde, próximos à residência da mulher, que tenham profissionais de saúde treinados para essa finalidade”, segundo a página do Ministério da Saúde.

 

Segundo a reportagem do Agora, os médicos recomendam fazer o exame uma vez ao ano, desde o início da vida sexual, ou no máximo a partir dos 21 anos, até a mulher completar ao menos 30 anos de idade.

 

Depois disso, o exame pode ser feito a cada dois anos. Já mulheres com maiores riscos de câncer do colo do útero podem ser orientadas a fazê-lo a cada seis meses. Mulheres que nunca tiveram relações sexuais também podem realizar o exame.

 

O nome do exame origina-se do médico greco-americano Georgios Papanicolaou (1883-1962), considerado o pai da citopatologia, segundo a Wikipedia.

 

No procedimento, um médico introduz um especulo pela vagina e colhe amostras de secreção das partes interna e externa do colo do útero.

 

Mulheres que desejam fazer o Papanicolaou devem evitar relações sexuais, o uso de duchas ou medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas que antecedem o exame, que não pode ser feito durante o período menstrual.

 

Leia artigos anteriores deste blog sobre o câncer do colo do útero:

 

ANVISA APROVA NOVA VACINA CONTRA HPV

 

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO: AÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

 

HPV CAUSA CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 


FELICIDADE E CÂNCER DE MAMA

22 Agosto 2008

 

 

Reportagem da BBC Brasil fala de estudo que concluiu que a felicidade previne o câncer de mama. A reportagem foi reproduzida pelos portais de notícias Folha Online, Terra, G1, BOL Notícias, Tudo Na Hora e Jornal NH.

 

Os autores da pesquisa, da Universidade de Ben-Gurion, afirmaram que ainda não existe uma clara ligação entre o estado mental e os sistemas imunológico e hormonal e mais estudos são necessários. Mas mulheres felizes têm menos chances de desenvolver a doença.

 

No estudo, foram entrevistadas mais de 250 mulheres com 24 a 45 anos de idade com câncer de mama, e outro grupo de mulheres saudáveis. A atitude em relação à vida, a ocorrência de episódios tristes ou traumáticos foram temas do questionário.

 

Na comparação dos resultados dos questionários, os pesquisadores notaram que mulheres otimistas tinham 25% menos chances de desenvolver câncer de mama. Por outro lado, mulheres que passaram por experiências traumáticas tinham mais propensão a desenvolver a doença.

 

Segundo os pesquisadores, passar por duas ou mais crises aumenta os riscos de câncer de mama em dois terços.

 

A reportagem da BBC afirma que pesquisas anteriores “sugeriram que o estresse pode aumentar os níveis de estrogênio em mulheres, um hormônio que pode desencadear e alimentar o câncer”.

 

No entanto, uma reportagem sobre o mesmo estudo, publicada na edição online do jornal Telegraph, do Reino Unido, traz ressalvas de especialistas britânicos. Leia a reportagem do jornal, em inglês, aqui. Esta reportagem é mais precisa ao falar do número de mulheres que participaram do estudo: foram 255 mulheres com câncer de mama e 367 mulheres saudáveis.

 

Os especialistas disseram que os resultados deveriam ser vistos com cautela, pois não foram considerados fatores como história de câncer de mama na família e peso corporal, que teriam uma influência significante no desenvolvimento da doença.

 

A doutora Sarah Cant, gerente de políticas do Breakthrough Breast Cancer, declarou à reportagem do Telegraph: “Não há evidência clara que experiências positivas ou negativas podem afetar o risco de câncer de mama. O estresse emocional é altamente subjetivo e difícil de ser medido com precisão”.


SCHWARZENEGGER SANCIONA LEI QUE BANE GORDURAS TRANS NA CALIFÓRNIA

26 Julho 2008

 

Arnold Schwarzenegger, governador da Califórnia, sancionou o projeto de lei que proíbe o uso de gorduras trans em lanchonetes e restaurantes. A informação consta de reportagem da edição São Paulo impressa, de hoje, do jornal Folha de S.Paulo.

 

O assunto foi tema de artigo deste blog, publicado ontem. Leia o artigo, aqui.

 

A sanção de Schwarzenegger também foi tema de reportagens dos portais de notícias Terra, BBC Brasil, G1, Estadão Online e da edição online do jornal Zero Hora.

 

Uma boa notícia para a população brasileira: segundo a reportagem da Folha, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, “iniciou nesta semana uma série de reuniões com representantes da indústria para elaborar um cronograma para banir a gordura trans e discutir a redução do sal e do açúcar nos alimentos”.

 

A saúde agradece.


CALIFÓRNIA PODE PROIBIR GORDURAS TRANS

25 Julho 2008

 

Novo avanço nas decisões relativas à saúde pública. Pena que, por enquanto, seja apenas nos EUA. Um projeto de lei, já aprovado pelo legislativo estadual e enviado para sanção do governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, propõe a proibição total do uso de gorduras trans em lanchonetes e restaurantes.

 

Em 2007, Schwarzenegger já havia sancionado uma lei que proíbe o uso das gorduras parcialmente hidrogenadas em cantinas de escolas públicas. As informações são de reportagem publicada pelo portal de notícias online BBC Brasil.

 

Este blog já havia comentado o banimento quase total de gorduras trans em Nova York e tem outros artigos que falam sobre o assunto (aqui, aqui e aqui), inclusive um artigo sobre a legislação de gorduras trans no Brasil.

 

Caso seja aprovada, os estabelecimentos da Califórnia terão prazo até 2010 para se adequar à nova lei. As panificadoras terão um ano adicional. Caso contrário, poderão pagar multas de US$ 25 a US$ 1 mil.

 

Alguns alimentos, como carnes, contêm naturalmente quantidades ínfimas de gorduras trans, mas os estabelecimentos deverão abandonar óleos, margarinas e outros produtos que contenham gorduras trans, normalmente utilizados no preparo de pães, doces e molhos.

 

Segundo a reportagem da BBC Brasil, as gorduras trans “tornam os alimentos mais crocantes e aumentam seu prazo de validade, mas são consideradas um fator de risco para a obesidade e as doenças cardiovasculares”.