POUCO AÇÚCAR NO SANGUE PODE CAUSAR ALZHEIMER

9 Janeiro 2009

 

Estudo concluiu que baixos níveis de açúcar no sangue podem causar redução do fluxo sanguíneo ao cérebro. Sem energia, a produção de proteínas no cérebro fica alterada, e esta pode ser a causa da doença de Alzheimer, acreditam pesquisadores.

 

As informações são da Reuters e do portal de notícias Folha Online. Clique aqui para ler a reportagem.

 

O estudo foi conduzido pelo departamento de Biologia Celular e Molecular da “Northwestern University’s Feinberg School of Medicine”, Chicago, EUA, e publicado na revista especializada “Neuron”.

 

Leia um resumo do estudo, em inglês, no site PubMed, aqui. Leia um artigo sobre o estudo, em inglês, no site e! Science News, aqui.

 

Robert Vassar, líder do estudo, declarou em 24/12/2008 que “este achado é significante porque sugere que o aumento de fluxo sangüíneo para o cérebro por meio do açúcar possa ser uma técnica terapêutica efetiva para prevenção ou tratamento do Alzheimer”.

 

Segundo a reportagem da Folha Online, o “mal de Alzheimer é a forma de demência mais comum em pessoas idosas. A doença é incurável, e afeta as regiões do cérebro que envolvem ideias, memória e linguagem”.

 

A reportagem do e! Science News diz que uma lenta e crônica desnutrição do cérebro parece ser um dos principais gatilhos de um processo bioquímico que causa algumas formas de doença de Alzheimer.

 

Analisando cérebros de ratos e de humanos, o estudo descobriu que quando o cérebro não recebe quantidades suficientes de glicose a proteína-chave elF2alfa é alterada.

 

Esta, por sua vez, aumenta a produção de uma enzima que ativa a produção dos depósitos pegajosos de proteína, que parecem ser a causa do Alzheimer.

 

Segundo a reportagem da Folha Online, os pesquisadores procuram desenvolver drogas que removam a substância beta-amiloide, que se deposita em placas que causam a destruição dos neurônios.

 

Outro objetivo seria eliminar “substâncias tóxicas que causam desordem na proteína tau (responsável pela manutenção dos microtúbulos dos axônios que, por sua vez, são estruturas responsáveis pela formação e sustentação dos contatos interneuronais)”.

 

Agora cogita-se também o desenvolvimento de drogas para bloquear a formação dessas proteínas a partir da elF2alfa, e também das placas beta-amiloides, declarou Vassar.

 

 

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RISCO DE ALZHEIMER PODE SER MAIOR COM JUNK FOOD

1 Dezembro 2008

 

Uma dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol, característica de alimentos do tipo ‘fast food’, desenvolveu alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares da doença de Alzheimer, e pode elevar os riscos de desenvolver a doença.

 

É o que sugeriu um estudo pré-clínico sueco, que alimentou ratos por nove meses com junk food e avaliou as alterações cerebrais. As informações são de reportagem da BBC Brasil. Leia a reportagem aqui.

 

A reportagem da BBC Brasil foi reproduzida pelos portais de notícias Terra, Uol Ciência e Saúde e Último Segundo. Leia uma reportagem sobre o estudo, em inglês, no periódico digital Science Daily, aqui.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, e atinge em torno de 90 mil pessoas na Suécia, atualmente.

 

As causas da doença não são plenamente compreendidas, mas há alguns riscos conhecidos. O mais comum seria a apoE4, uma variação de um gene que controla a produção da apoliproteína E, responsável pelo transporte de colesterol, encontrada em 15% a 20% da população.

 

No estudo sueco, ratos foram geneticamente modificados para mimetizar os efeitos da apoE4 em humanos, e então alimentados por nove meses com a dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol.

 

Exames subsequentes no cérebro dos ratos constataram alterações semelhantes às encontradas no cérebro de pacientes humanos com doença de Alzheimer.

 

Houve aumento nos grupos de fosfato ligados à “Tau”, uma substância que forma os emaranhados neurofibrilares observados em pacientes de Alzheimer. Esses emaranhados prejudicam o funcionamento normal das células e eventualmente as leva à morte.

 

O colesterol dos alimentos, por sua vez, poderia reduzir os níveis de “Arc”, outra substância cerebral, envolvida no armazenamento da memória.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, pesquisas anteriores haviam demonstrado que o estresse oxidativo no cérebro e um consumo relativamente baixo de antioxidantes também podem aumentar os riscos de Alzheimer.

 

O novo estudo sueco mostrou que dois antioxidantes estavam inativos no cérebro de pacientes com Alzheimer, o que poderia levar à morte de células.

 

Susanne Akterin, autora do estudo e pós-graduanda no Alzheimer’s Disease Research Center, do Karolinska Institute, declarou à reportagem do Science Daily: “Nós agora suspeitamos que um alto consumo de gorduras e colesterol, em combinação a fatores genéticos, como a apoE4, podem adversamente afetar várias substâncias cerebrais, o que pode ser um fator contribuinte no desenvolvimento da doença de Alzheimer”.

 

A pesquisadora concluiu dizendo que, considerando as informações obtidas, “os resultados dão alguma indicação sobre como prevenir a doença de Alzheimer, mas mais pesquisas neste campo devem ser realizadas, antes que conselhos adequados possam ser dados ao público”.

 

 

Saiba mais sobre a doença de Alzheimer

 

O site “National Institute on Aging” traz um texto, em inglês, sobre a doença de Alzheimer. O texto é chamado de easy-to-read, ou seja, fácil de ler. É um texto voltado para o público leigo, de fácil compreensão.

 

O texto fala o que é a doença, quantos americanos têm Alzheimer, qual é a expectativa de vida de pessoas com a doença, o que é demência e impedimento cognitivo suave.

 

O site traz um vídeo de dois minutos que mostra a evolução da doença e seus efeitos no cérebro, e também uma série de links para outros textos sobre Alzheimer, incluindo textos em espanhol.

 

Clique aqui para ver o site.

 

 

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EXERCÍCIO FÍSICO E DOENÇA DE ALZHEIMER

16 Julho 2008

 

Boa notícia para pacientes de Alzheimer em estágio inicial.

 

Reportagem da BBC fala de estudo que concluiu que a prática de exercícios pode retardar a progressão da doença de Alzheimer. A reportagem foi reproduzida pelos portais Folha Online, O Globo Online e G1. O portal G1 traz ainda um artigo do médico Luiz Fernando Correia sobre o mesmo estudo.

 

O estudo, intitulado “Cardiorespiratory fitness and brain atrophy in early Alzheimer disease” (Boa forma cardiorespiratória e atrofia cerebral em doença de Alzheimer em estágio inicial, em tradução literal) foi publicado na edição de julho da revista especializada “Neurology”. Leia um resumo do estudo, em inglês, no site da revista, aqui.

 

Considerando que a boa forma física parece atenuar mudanças cerebrais funcionais e estruturais do cérebro relacionadas à idade em pessoas saudáveis, os pesquisadores procuraram descobrir se o mesmo princípio era válido para pacientes de doença de Alzheimer.

 

Participaram do estudo 64 participantes saudáveis e 57 participantes com doença de Alzheimer em estágio inicial. Eles passaram por imagem por ressonância magnética nuclear (MRI, na sigla em inglês) e tiveram seus dados clínicos e psicométricos avaliados. O pico de consumo de oxigênio, indicador da condição cardiorespiratória, foi avaliado. O volume normal do cérebro e uma estimativa de atrofia cerebral foram determinados por MRI.

 

A boa forma cardiorespiratória estava modestamente reduzida em indivíduos com doença de Alzheimer. Em participantes saudáveis, não houve relação entre a boa forma e atrofia cerebral, mas a boa forma foi associada a melhor desempenho cognitivo.

 

O estudo concluiu que boa forma cardiorespiratória estava associada à redução da atrofia em pacientes de Alzheimer, ou então um processo subjacente ao processo da doença de Alzheimer pode ter um impacto tanto na atrofia cerebral quanto na boa forma cardiorespiratória.

 

Segundo a reportagem da BBC Brasil, os participantes do estudo tinham 60 anos de idade ou mais, e os “portadores da doença com menor condicionamento físico apresentavam quatro vezes mais sinais de encolhimento do cérebro do que os que estavam em melhores condições físicas”.

 

Segundo o artigo de Luis Fernando Correia para o G1, os participantes tiveram seu grau de condicionamento físico avaliado por testes ergométricos em esteiras rolantes. O médico diz que, além dos benefícios sobre o sistema cardiovascular, os execícios ajudam no equilíbrio psíquico dos pacientes, trazendo uma atividade com lado lúdico e que favorece a socialização.

 

Como escreveu Correia no artigo, o “aumento da circulação em todo o corpo e a melhor oxigenação das células trazidos pelo esforço programado ajudam a manter todo o organismo funcionando melhor”.

 

Pode-se observar que o estudo aponta um claro caminho para os pacientes de Alzheimer em estágio inicial, e para as pessoas de forma geral. Fazer exercícios ajuda a preservar a saúde cerebral e reduzir a atrofia cerebral causada pelo envelhecimento.


ASPIRINA PODE PREVENIR DOENÇA DE ALZHEIMER

30 Maio 2008

 

Reportagem da BBC Brasil fala de um estudo que relaciona o consumo de aspirina à redução nos riscos de desenvolver doença de Alzheimer. Leia um resumo do estudo, em inglês, aqui. A reportagem foi reproduzida pelo UOL, pelo portal Terra e pelo O Globo Online.

 

O estudo fez uma revisão de outros seis estudos anteriores, e concluiu que pessoas que usam aspirina, entre outros analgésicos populares, têm 23% menos chances de desenvolver a doença. O mecanismo de ação parece ser o efeito antiinflamatório da aspirina, que reduz o aparecimento de placas no cérebro.

 

No entanto, mais estudos são necessários. “Ainda precisamos entender se é o tamanho da dose, ou o uso prolongado do remédio ou as características do paciente que influencia nos benefícios da aspirina”, declarou Peter Zandi, coordenador do trabalho, em entrevista à reportagem da BBC.

 

 

Conheça a doença de Alzheimer

 

Segundo o site Alzheimermed, a doença de Alzheimer “é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando: diminuição da memória, dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações  comportamentais. A doença de Alzheimer pode manifestar-se já a partir dos 40 anos de idade, sendo que a partir dos 60 sua incidência se intensifica de forma exponencial. Os sintomas mais comuns são: perda gradual da memória, declínio no desempenho para tarefas cotidianas, diminuição do senso crítico, desorientação têmporo-espacial, mudança na personalidade, dificuldade no aprendizado e dificuldades na área da comunicação. Na fase final o paciente torna-se totalmente dependente de cuidados”.

 

 

Cautela

 

Outros estudos já haviam concluído que o uso de aspirina pode reduzir o risco de ataque cardíaco e prevenir o câncer. Mas é bom ter cautela. Em reportagem da BBC Brasil publicada em 2001, pesquisadores advertem que tomar aspirina para evitar problemas cardíacos pode ser prejudicial para pessoas com pouco risco de desenvolver problemas no coração.

 

A pesquisa do hospital Royal Hallamshire, em Sheffield, na Inglaterra, baseada na análise de 48 mil pacientes, concluiu que a aspirina reduz o risco de enfarte em cerca de 30%, mas também aumenta em 70% as complicações decorrentes de hemorragias.

 

Uma dose diária de 75 mg ao dia de aspirina seria bem-vinda em pacientes com risco de ataque cardíaco moderadamente alto (15% em dez anos), com exceção de pacientes com úlcera e pressão alta sem tratamento, bem como em pacientes com risco moderado de ataque cardíaco (de 5% a 15% em dez anos).

 

Mas o uso preventivo não é recomendado para pessoas com risco de desenvolver problemas no coração inferior a 5%. O ideal é procurar um médico para avaliação dos riscos, que incluem fatores, como fumo, nível de colesterol e histórico familiar.

 

 

Estudos anteriores

 

Leia reportagens sobre estudos anteriores feitos com a aspirina, nos links abaixo:

Aspirina reduz risco de doenças cardíacas em mulheres, diz estudo

Aspirina pode prevenir câncer intestinal, diz estudo

Aspirina pode frear crescimento de tumor, diz estudo

Aspirina reduz risco de câncer de pele, dizem cientistas

Aspirina pode reduzir pela metade risco de morte por infarto

 

 

Origem da aspirina

 

Segundo a Wikipedia, a aspirina foi “o primeiro fármaco a ser sintetizado na história da farmácia e não recolhido na sua forma final da natureza. Foi a primeira criação da indústria farmacêutica.”

Em 1987, a Bayer conjugou quimicamente o ácido salicílico com acetato, criando o ácido acetilsalicílico (aspirina). O ácido salicílico foi isolado na sua forma cristalina da casca do salgueiro (Salix alba L.) por Henri Leroux, farmacêutico francês, e Raffaele Piria, químico italiano.