RISCO DE ALZHEIMER PODE SER MAIOR COM JUNK FOOD

 

Uma dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol, característica de alimentos do tipo ‘fast food’, desenvolveu alterações no cérebro associadas aos estágios preliminares da doença de Alzheimer, e pode elevar os riscos de desenvolver a doença.

 

É o que sugeriu um estudo pré-clínico sueco, que alimentou ratos por nove meses com junk food e avaliou as alterações cerebrais. As informações são de reportagem da BBC Brasil. Leia a reportagem aqui.

 

A reportagem da BBC Brasil foi reproduzida pelos portais de notícias Terra, Uol Ciência e Saúde e Último Segundo. Leia uma reportagem sobre o estudo, em inglês, no periódico digital Science Daily, aqui.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, e atinge em torno de 90 mil pessoas na Suécia, atualmente.

 

As causas da doença não são plenamente compreendidas, mas há alguns riscos conhecidos. O mais comum seria a apoE4, uma variação de um gene que controla a produção da apoliproteína E, responsável pelo transporte de colesterol, encontrada em 15% a 20% da população.

 

No estudo sueco, ratos foram geneticamente modificados para mimetizar os efeitos da apoE4 em humanos, e então alimentados por nove meses com a dieta rica em gorduras, açúcar e colesterol.

 

Exames subsequentes no cérebro dos ratos constataram alterações semelhantes às encontradas no cérebro de pacientes humanos com doença de Alzheimer.

 

Houve aumento nos grupos de fosfato ligados à “Tau”, uma substância que forma os emaranhados neurofibrilares observados em pacientes de Alzheimer. Esses emaranhados prejudicam o funcionamento normal das células e eventualmente as leva à morte.

 

O colesterol dos alimentos, por sua vez, poderia reduzir os níveis de “Arc”, outra substância cerebral, envolvida no armazenamento da memória.

 

Segundo a reportagem do Science Daily, pesquisas anteriores haviam demonstrado que o estresse oxidativo no cérebro e um consumo relativamente baixo de antioxidantes também podem aumentar os riscos de Alzheimer.

 

O novo estudo sueco mostrou que dois antioxidantes estavam inativos no cérebro de pacientes com Alzheimer, o que poderia levar à morte de células.

 

Susanne Akterin, autora do estudo e pós-graduanda no Alzheimer’s Disease Research Center, do Karolinska Institute, declarou à reportagem do Science Daily: “Nós agora suspeitamos que um alto consumo de gorduras e colesterol, em combinação a fatores genéticos, como a apoE4, podem adversamente afetar várias substâncias cerebrais, o que pode ser um fator contribuinte no desenvolvimento da doença de Alzheimer”.

 

A pesquisadora concluiu dizendo que, considerando as informações obtidas, “os resultados dão alguma indicação sobre como prevenir a doença de Alzheimer, mas mais pesquisas neste campo devem ser realizadas, antes que conselhos adequados possam ser dados ao público”.

 

 

Saiba mais sobre a doença de Alzheimer

 

O site “National Institute on Aging” traz um texto, em inglês, sobre a doença de Alzheimer. O texto é chamado de easy-to-read, ou seja, fácil de ler. É um texto voltado para o público leigo, de fácil compreensão.

 

O texto fala o que é a doença, quantos americanos têm Alzheimer, qual é a expectativa de vida de pessoas com a doença, o que é demência e impedimento cognitivo suave.

 

O site traz um vídeo de dois minutos que mostra a evolução da doença e seus efeitos no cérebro, e também uma série de links para outros textos sobre Alzheimer, incluindo textos em espanhol.

 

Clique aqui para ver o site.

 

 

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