Estudo pré-clínico sinaliza que gestantes que mantêm uma dieta rica em gorduras trans podem prejudicar a saúde do bebê. O estudo foi tema de reportagem da agência O Dia, publicada no suplemento Vida e Saúde do Suplemento Terra. Clique aqui para ler a reportagem.
O estudo foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fiocruz. Ratas que foram alimentadas com grande quantidade de gordura trans tiveram filhotes com maior percentual de gordura corporal e triglicerídeos e menores teores de lipoproteínas de alta densidade, o HDL, colesterol considerado benéfico à saúde do organismo.
O efeito foi notado em até seis meses após o nascimento dos filhotes, mesmo que eles tenham recebido uma alimentação mais equilibrada.
Em entrevista à agência O Dia, a pesquisadora Patrícia Dias de Brito explicou que a fase de amamentação é crucial para definir a composição corporal e o perfil hormonal na vida adulta. Durante a amamentação, ocorre a determinação do número de receptores celulares para hormônios e outras substâncias.
“Essa mensagem fica armazenada no animal, independentemente do que ele vai ingerir ao longo da vida. Assim, as alterações corporais provenientes do leite materno alterado, que ocorreram durante a amamentação, ficam memorizadas no organismo”, conclui Brito.
O artigo comenta também um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, que concluiu que o gosto de alimentos consumidos pela mãe durante o período de amamentação passa para o leite materno em questão de minutos.
Este blog já havia comentado um estudo pré-clínico britânico que concluiu que o consumo de junk food por gestantes pode prejudicar saúde da criança. Leia o artigo, aqui. Leia também sobre a possível relação entre a dieta aos três anos e desempenho escolar de crianças, aqui.