Você está interessado(a) em viver com mais saúde e por mais tempo? Reportagem da BBC Brasil fala de estudo que sugere que correr com freqüência pode retardar os efeitos do envelhecimento. A reportagem foi reproduzida nos portais de notícias Folha Online,
O estudo, intitulado “Reduced Disability and Mortality Among Aging Runners – A 21-Year Longitudinal Study” (Incapacidade e mortalidade reduzidas entre corredores em processo de envelhecimento – Um estudo longitudinal de 21 anos), foi publicado na revista especializada “Archives of Internal Medicine“. Leia um resumo do estudo no site da revista, em inglês, aqui.
Ao comparar a saúde e o bem-estar físico de pessoas com mais de 50 anos que corriam com os de pessoas que não praticavam a corrida, a pesquisa constatou que, após 19 anos, apenas 15% dos idosos que corriam haviam morrido, contra 34% dos idosos no grupo de controle.
Segundo a reportagem da BBC Brasil, o início de deficiências físicas entre os participantes começou 16 anos mais tarde para aqueles que praticavam a corrida. A prática de corrida diminuiu o batimento cardíaco, mortes relacionadas a problemas arteriais e mortes prematuras causadas por doenças neurológicas, câncer e infecções. A pesquisa não relacionou a prática de corrida a maior incidência de osteoporose ou problemas no joelho.
À parte os méritos de divulgar estudo que contribui para a saúde, a reportagem da BBC apresentou problemas. Segundo a reportagem, a pesquisa analisou 500 pessoas que tinham o hábito de correr, e o grupo de controle era similar.
No entanto, uma leitura do resumo do estudo mostrou que os participantes do início do estudo eram 538 corredores e 423 não-corredores (grupo de controle), que receberam questionários sobre sua atividade física. Destes, apenas 284 corredores e 156 não-corredores completaram o acompanhamento até o final do estudo, após 21 anos.
O grupo de corredores fazia aproximadamente 4 horas por semana, e o tempo foi reduzido gradualmente para 76 minutos por semana. Os benefícios para os corredores foram observados mesmo após os 90 anos de idade, afirma a reportagem da BBC Brasil.
Segundo o resumo do estudo, os pesquisadores concluíram que exercício vigoroso (corrida) na meia-idade e velhice está associado à redução da incapacidade na velhice e a uma notável vantagem de sobrevivência.
A reportagem da BBC fala ainda de uma ONG, a “Age Concern”, que trabalha com idosos e afirma que mais de 90% dos idosos britânicos com mais de 75 anos não pratica meia hora de exercícios moderados pelo menos cinco vezes por semana.
O diretor da ONG, Gordon Lishman, declarou à reportagem da BBC Brasil que o exercício “ajuda os idosos a continuarem com mobilidade e independentes, garante a saúde cardíaca, mantém o peso e os níveis de estresse sob controle e ajuda a melhorar o sono”.
9 Janeiro 2009 às 9:12 pm |
Gostei muito dos comentários. Tenho 62 anos é possível a prescrição de um tipo de corrida.
Boa noite e muito obrigado.
Daniel
10 Janeiro 2009 às 7:11 pm |
Prezado Daniel,
a prática de qualquer exercício, incluindo corrida, deve ser sempre feita após avaliação e orientação médica. Isso evita problemas causados por exercícios feitos de forma inadequada ou que não sejam apropriados para uma determinada pessoa.
Manter-se em forma é muito importante para a saúde cardiovascular e para a formação e manutenção da musculatura corporal. Inclusive pode estar associado a uma redução nos riscos de câncer e diabetes.
Você pode encontrar informações interessantes sobre caminhadas e corridas no site itodas, no UOL. Acesse as páginas da reportagem nos links
“http://itodas.uol.com.br/portal/corpo_e_dieta/atividade_fisica/ao_ar_livre/materia.itd.aspx?cod=5323&canal=239″
“http://itodas.uol.com.br/portal/corpo_e_dieta/atividade_fisica/ao_ar_livre/materia.itd.aspx?cod=5323&canal=239&Pagina=1″.
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