O Ministério da Saúde deu início neste sábado, 9 de agosto de 2008, à Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola, que se estende até 12 de setembro. A meta é vacinar 70 milhões de pessoas, segundo página do site do Ministério da Saúde.
Segundo reportagem da Folha Online, os postos de saúde fixos e volantes (móveis) vão disponibilizar a vacina, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
A campanha faz parte do compromisso firmado pelos países das Américas de eliminar, até 2010, a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC), uma complicação da infecção pelo vírus da rubéola durante a gestação, principalmente no primeiro trimestre da gravidez.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que existam 110 mil novos casos de SRC a cada ano no mundo.
No Brasil, campanhas estaduais de aplicação da tríplice viral realizadas entre 1992 e 2000 reduziram a circulação do vírus da rubéola, mas não conseguiram erradicar a doença.
Em 2007, vinte estados brasileiros foram afetados, totalizando 8.684 casos, sobretudo nas regiões Sudeste, Sul, Nordeste e Centro-Oeste. A doença atinge principalmente pessoas de 20 a 34 anos de idade e 70% dos casos confirmados ocorreram no sexo masculino, segundo informações do Ministério da Saúde.
Outra reportagem da Folha Online diz que a campanha se deve ao grande número de casos de rubéola detectados em 2007, a maior incidência desde 2000. Só no Estado de São Paulo foram registrados 1.659 casos de rubéola em 2007. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica.
A imunização envolve a aplicação da vacina Dupla Viral (contra sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos, e a aplicação da vacina Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) em indivíduos entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, e na população indígena que vive em aldeias.
Participam da campanha 220 mil pessoas (entre voluntários e servidores da saúde), dez aeronaves da Força Aérea Brasileira, 41 mil carros e mais de 600 barcos, além dos postos de saúde. A campanha conta com distribuição de materiais impressos e campanha publicitária.
A vacina é contra-indicada para gestantes, indivíduos que já tiveram reação alérgica grave à vacina, indivíduos com imunodeficiência, pacientes que estão fazendo uso de corticóides em doses imunossupressoras (que baixam a imunidade), pessoas em tratamento quimioterápico, e transplantados de medula óssea cuja cirurgia tenha sido feita há menos de dois anos.
Saiba mais sobre a rubéola
Também conhecida como “sarampo alemão”, a rubéola é uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus do gênero Rubivirus, da família Togaviridae. O paciente apresenta febre baixa, manchas na pele, dor de cabeça e nas articulações, gânglios aumentados no pescoço e atrás da orelha, entre outros sintomas.
A transmissão é de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou espirrar. Não há tratamento específico para a rubéola. Em caso de suspeita, a pessoa deve imediatamente procurar orientação médica.
Balanço parcial da vacinação
Segundo reportagem publicada no site do Ministério da Saúde, no primeiro dia de campanha a meta de vacinação contra rubéola foi superada em 40%, e 10,2 milhões de pessoas (14,56% da população alvo) foram imunizadas no País. Reportagem de hoje (11/09) da Folha de S.Paulo diz que até as 15h de sábado 2.225.564 pessoas haviam se vacinado contra a rubéola no Estado de São Paulo.
O Ministério da Saúde disponibiliza telefones para mais informações: 0800 61 1997 e (61) 3315 2425 (Atendimento ao cidadão) e (61) 3315 3580 e 3315 2351 (Atendimento à Imprensa).